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Médicos aderem à greve geral de 3 de junho

Médicos aderem à greve de 3 de junho contra a reforma laboral e a degradação do Serviço Nacional de Saúde, com falta de 800 médicos de família e encerramento de urgências

Médicos voltam à luta porque "a situação não só não melhorou" como "está a agravar-se"
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  • O Sindicato dos Médicos do Norte anunciou adesão à greve geral de 3 de junho, em protesto contra a reforma laboral e o agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
  • A decisão foi comunicada pela presidente do Sindicato dos Médicos do Norte e pela vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Joana Bordalo e Sá.
  • O SNS enfrenta falta de cerca de 800 médicos de família, deixando aproximadamente 1,6 milhões de utentes sem médico, com o encerramento de serviços essenciais como urgências.
  • O sindicato critica a transferência de cuidados para o setor privado e aponta para jornadas até 50 horas, horários desregulados, vínculos precários e ataques à contratação coletiva e ao direito à greve.
  • Defende que o Pacto para a Saúde só faz sentido com reforço do SNS, investimento, equipas completas, vínculos estáveis e salários dignos; a CGTP também agendou greve para 3 de junho.

O Sindicato dos Médicos do Norte, filiado na Federação Nacional dos Médicos (FNAM), anunciou hoje a adesão à greve geral marcada para 3 de junho. O protesto é dirigido contra a reforma laboral e o agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A decisão foi comunicada por Joana Bordalo e Sá, presidente do sindicato e vice-presidente da FNAM, respetivamente.

Segundo a estrutura sindical, a situação no SNS continua crítica, com falta de cerca de 800 médicos de família. Aproximadamente 1,6 milhões de utentes ficam sem médico atribuído, e muitos serviços essenciais, como urgências, permanecem encerrados. A transferência de cuidados para o setor privado é apontada como fator agravante, sem valorização dos profissionais.

A greve é justificada pela perspetiva de uma reforma laboral que pode criar jornadas de até 50 horas semanais, horários desregulados e vínculos precários, entre outras medidas. O sindicato defende que o Pacto para a Saúde só faz sentido se houver reforço real do SNS, com equipas completas, vínculos estáveis e salários dignos.

CGTP entrega pré-aviso de greve

A Comissão Executiva da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) entregou, na segunda-feira, o pré-aviso da greve geral de 3 de junho contra alterações à lei laboral. As negociações terminariam sem acordo, contribuindo para o movimento de protesto pautado pelos sindicatos.

De acordo com o texto, o SNS continua a exigir investimento sério para reforçar a capacidade de resposta pública. Sem medidas, o sindicato alerta para manutenção de dificuldades de acesso a cuidados de saúde em tempo útil para os cidadãos.

O Governo aprovou recentemente, em Conselho de Ministros, medidas de incentivos ao trabalho suplementar nos serviços de urgência. A FNAM afirmou que tais propostas não resolvem a falta de médicos e podem levar à exaustão dos profissionais.

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