- A DGS publicou orientações para gestão de casos suspeitos de hantavírus, mantendo o risco em Portugal muito baixo e sem medidas preventivas a nível nacional.
- O INEM deve assegurar o transporte do caso suspeito desde o local até ao hospital de referência, em Lisboa ou no Porto.
- Os hospitais de referência são a Unidade Local de Saúde São José (adultos e pediatria em Curry Cabral e Dona Estefânia) e a Unidade Local de Saúde São João (adultos e pediatria).
- Definições: caso suspeito envolve contacto com meios de transporte com caso confirmado, caso provável envolve ligação epidemiológica com hantavírus ANDV, e caso confirmado requer detecção laboratorial de ANDV.
- Até ao momento, a OMS/ECDC confirmaram sete casos entre passageiros do cruzeiro MV Hondius, com três mortes; o surto mantém-se sob vigilância, sem risco para a população em geral.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou orientações para a gestão de casos suspeitos do hantavírus, mantendo o risco em Portugal como muito baixo e sem a necessidade de medidas preventivas a nível nacional. A medida visa orientar profissionais de saúde face ao surto relacionado com o navio cruzeiro MV Hondius.
Conforme a DGS, o objetivo é definir como proceder com eventuais contactos e com entradas em Portugal de pessoas ligadas ao surto. O documento reforça que não houve alteração da avaliação de risco e que não são previstas medidas preventivas para a população.
Casos no cruzeiro MV Hondius
Um caso suspeito é definido pela DGS como alguém que tenha estado num meio de transporte com um caso confirmado ou provável de hantavírus, ou que tenha estado em contacto com passageiros ou tripulação do MV Hondius e apresente febre aguda associada a sintomas como dores musculares, calafrios, cefaleias, gastrointestinais ou respiratórios.
Um caso provável envolve sinais compatíveis com o caso suspeito e uma ligação epidemiológica com um caso confirmado ou provável de infecção por hantavírus Andes. Um caso confirmado requer detecção de material genético do vírus ou serologia positiva em amostra biológica.
Encaminhamento e hospitais de referência
A DGS define que um contacto deve ser considerado quando houve exposição a secreções ou fluidos corporais durante o período de transmissibilidade. O INEM deverá ser ativado para transportar o caso suspeito até o hospital de referência.
Os hospitais de referência são a Unidade Local de Saúde (ULS) São José, em Lisboa, e a ULS São João, no Porto. Doentes adultos e pediátricos ficam a cargo, respetivamente, da unidade Curry Cabral (adultos) e Dona Estefânia (pedriátricos) em Lisboa, e da unidade São João para os restantes casos.
Situação atual e contexto
Até ao momento, a OMS e o ECDC confirmaram sete casos de hantavírus associados ao MV Hondius, que partiu do sul da Argentina no início de Abril. Do total, três pessoas faleceram; existem ainda casos suspeitos ou prováveis em avaliação.
O hantavírus transmite-se, em geral, por roedores infectados, sendo a variante Andes detectada nesta operação rara e com potencial transmissão entre pessoas. Os primeiros sintomas lembram gripe, incluindo tosse, fadiga e dores musculares.
A OMS salientou que o risco para a população em geral permanece baixo, reforçando a necessidade de vigilância contínua e de adesão às orientações das autoridades de saúde.
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