- O Dia Internacional dos Enfermeiros comemora-se esta terça-feira.
- Em Portugal faltam 14 mil enfermeiros, segundo o bastonário da Ordem dos Enfermeiros.
- A atual carência mundial de enfermeiros atinge 5,8 milhões de profissionais.
- Mesmo com números elevados, os enfermeiros não podem exercer todo o seu potencial por limitações de competências.
- Sem mais profissionais, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) entra em risco de colapso devido ao desgaste e desmotivação entre os profissionais.
No Dia Internacional dos Enfermeiros, Portugal regista uma carência que afeta o funcionamento do SNS: faltam 14 mil profissionais em todo o país. A falta coloca em risco a fidedignidade dos cuidados de proximidade e a capacidade de resposta em situações de crise.
O bastonário da Ordem dos Enfermeiros descreve a situação como de exaustão, desmotivação e desgaste elevado entre os profissionais. Sem reforços, o serviço nacional de saúde vê riscos de colapso em determinadas áreas, especialmente em períodos de maior pressão assistencial.
A nível mundial, a falta de enfermeiros agrava-se: estima-se um défice de 5,8 milhões de profissionais. Mesmo assim, os enfermeiros continuam a ser o grupo de profissionais de saúde com maior número, mas com competências que, em muitos casos, não podem ser plenamente exercidas.
Contexto global
Dados do setor indicam que o déficit persiste em muitos países, com impactos na distribuição de cuidados básicos, prevenção e serviços de urgência. A formação de novos profissionais não acompanha a evolução da procura por cuidados de saúde.
Situação em Portugal
Portugal enfrenta uma percentagem elevada de vagas por preencher em enfermagem, o que compromete a dotação de camas e a rapidez de resposta. O problema agrava-se em contextos de gripe sazonal, emergências e cuidados continuados.
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