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Cientistas alteram nome da síndrome dos ovários poliquísticos

Nova designação síndrome metabólica poliendócrina do ovário (PMOS) visa melhorar diagnóstico e tratamento da SOP, refletindo impactos hormonais e metabólicos

A doença afecta 170 milhões de mulheres em todo o mundo e é a principal causa de infertilidade
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  • Cientistas e uma coligação global de doentes, médicos e organizações anunciaram a mudança de nome da síndrome dos ovários poliquísticos para síndrome metabólica poliendócrina do ovário (PMOS), para reflectir impactos hormonais e metabólicos.
  • O novo rótulo foi apresentado numa reunião médica em Praga, República Checa, com publicação simultânea de um relatório na revista The Lancet.
  • A decisão baseou-se em respostas de mais de dezessete mil profissionais e doentes, dois workshops internacionais e contribuições de cinquenta e seis organizações académicas, clínicas e de doentes.
  • A PMOS substitui a designação anterior por evitar associar a doença apenas a quistos nos ovários, ajudando a melhorar diagnóstico, tratamento e comunicação sobre sintomas como ciclos menstruais irregulares, infertilidade, excesso de pêlos, obesidade, diabetes e doenças cardíacas.
  • A transição para a nova terminologia está prevista acontecer nos próximos três anos, incluindo integração em sistemas de saúde, diretrizes clínicas, formação profissional e classificação das doenças.

O novo termo foi apresentado por uma coligação global de doentes, médicos e organizações para refletir melhor os impactos hormonais e metabólicos da síndrome dos ovários poliquísticos (SOP). A mudança foi anunciada numa reunião médica e publicada na Lancet, coincidente com o Congresso Europeu de Endocrinologia, em Praga.

A SOP afeta cerca de 170 milhões de mulheres mundialmente e é a principal causa de infertilidade associada. O novo rótulo, síndrome metabólica poliendócrina do ovário (PMOS), pretende melhorar diagnóstico, tratamento e comunicação entre pacientes e profissionais de saúde.

O que motivou a mudança foi o foco atual nos quistos ovarianos, que nem sempre estão presentes. Terhi Piltonen, da Universidade de Oulu, defende que o uso de PMOS evita estigmas e atrasos no diagnóstico, aponta a JAMA Internal Medicine.

A decisão de renomear decorre de respostas de mais de 14 mil participantes, incluindo doentes e profissionais, bem como workshops internacionais. A iniciativa envolve 56 organizações académicas, clínicas e de pacientes, segundo os investigadores.

A PMOS mantém os principais sintomas da SOP: ciclos menstruais irregulares, infertilidade, hirsutismo, acne, obesidade, diabetes e riscos cardiovasculares. O diagnóstico continua baseado em critérios clínicos e laboratoriais.

Os médicos destacam que as alterações hormonais e metabólicas continuam centrais à doença. A transição para PMOS deverá ocorrer nos próximos três anos, integrando-se em sistemas de saúde e diretrizes clínicas.

Contexto e próximos passos

O trabalho de transição envolve atualizar códigos de classificação, formação profissional e materiais educativos. A comunicação com cuidadores e pacientes deverá adaptar-se ao novo termo gradualmente, sem interrupções no cuidado.

Impacto na prática clínica

Especialistas esperam melhorias no reconhecimento rápido da condição e na gestão integrada dos sintomas. A nova nomenclatura visa reduzir confusões sobre a presença de quistos e enfatizar o componente metabólico da doença.

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