O navio de cruzeiro MV Hondius, com bandeira neerlandesa, chegou este domingo às Canárias, Espanha, após um surto de hantavírus a bordo. O navio foi escoltado até ao porto de Granadilla pela Guardia Civil e o tráfego marítimo foi desviado para facilitar o desembarque. O objetivo é evacuar passageiros e tripulação por vias aéreas.
A maioria dos cerca de 150 ocupantes será transferida para os Países Baixos, a partir do Aeroporto Internacional de Tenerife Sul. O desembarque ocorre em grupos de cinco, conforme a disponibilidade de voos para cada nacionalidade. O navio deverá seguir viagem após o processo de evacuação.
Entre os evacuados estão passageiros espanhóis e membros da tripulação, bem como um perito médico africano. O objetivo é evitar maiores contágios, mantendo a operação sob supervisão de autoridades nacionais e internacionais.
Rastreio de contactos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou seis casos entre oito suspeitos a bordo, incluindo o único vírus dos Andes que se transmite entre pessoas. Autoridades espanholas anunciaram que não há casos suspeitos adicionais.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Espanha para acompanhar a evacuação. Segundo ele, o risco para o público é baixo e o país está pronto para a operação, que deverá decorrer sem incidentes graves.
As autoridades de saúde espanholas insistem no isolamento de todas as áreas por onde passem os evacuares. Foi criada uma zona de exclusão marítima em redor do navio para evitar contacto com a população local.
O MV Hondius partiu de Ushuaia, Argentina, a 1 de abril, com destino a Cabo Verde. Três pessoas já tinham sido evacuadas no início da semana, incluindo um casal neerlandês e uma mulher alemã que morreram à face da doença.
A OMS informou que não há mais casos suspeitos a bordo e que as autoridades de vários países rastreiam pessoas já desembarcadas ou em contacto com quem apresentou sintomas. O quadro permanece em vigilância constante.
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