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Navio de cruzeiro com hantavírus chega às Canárias

MV Hondius chega às Canárias com hantavírus; evacuação de passageiros em voos de repatriação inicia-se, navio segue para os Países Baixos

Navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por hantavírus, está fundeado após chegar ao porto de Granadilla, em Tenerife, ilhas Canárias, Espanha, domingo, 10 de maio de 2026.
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  • O navio de cruzeiro MV Hondius chegou às Canárias, em Granadilla, escoltado pela Guarda Civil, com evacuados a caminho de voos para Tenerife Sul em grupos de cinco pessoas, conforme a nacionalidade.
  • Cerca de 150 pessoas a bordo devem sair do navio; três passageiros morreram e outros adoeceram com hantavírus, doença rara que habitualmente se transmite entre roedores.
  • Entre os infetados está o único tipo de hantavírus que se transmite de pessoa para pessoa (vírus dos Andes), o que elevou a preocupação internacional, embora o risco para o público geral permaneça baixo.
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que todos a bordo são considerados contactos de alto risco, e Tedros Ghebreyesus garantiu que não há risco para a população das Canárias; a evacuação está a ser supervisionada pela OMS.
  • O MV Hondius deverá seguir viagem para os Países Baixos após a evacuação, com autoridades espanholas a garantir que haverá isolamento das áreas por onde passam os passageiros.

O navio de cruzeiro MV Hondius, com bandeira neerlandesa, chegou este domingo às Canárias, Espanha, após um surto de hantavírus a bordo. O navio foi escoltado até ao porto de Granadilla pela Guardia Civil e o tráfego marítimo foi desviado para facilitar o desembarque. O objetivo é evacuar passageiros e tripulação por vias aéreas.

A maioria dos cerca de 150 ocupantes será transferida para os Países Baixos, a partir do Aeroporto Internacional de Tenerife Sul. O desembarque ocorre em grupos de cinco, conforme a disponibilidade de voos para cada nacionalidade. O navio deverá seguir viagem após o processo de evacuação.

Entre os evacuados estão passageiros espanhóis e membros da tripulação, bem como um perito médico africano. O objetivo é evitar maiores contágios, mantendo a operação sob supervisão de autoridades nacionais e internacionais.

Rastreio de contactos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou seis casos entre oito suspeitos a bordo, incluindo o único vírus dos Andes que se transmite entre pessoas. Autoridades espanholas anunciaram que não há casos suspeitos adicionais.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Espanha para acompanhar a evacuação. Segundo ele, o risco para o público é baixo e o país está pronto para a operação, que deverá decorrer sem incidentes graves.

As autoridades de saúde espanholas insistem no isolamento de todas as áreas por onde passem os evacuares. Foi criada uma zona de exclusão marítima em redor do navio para evitar contacto com a população local.

O MV Hondius partiu de Ushuaia, Argentina, a 1 de abril, com destino a Cabo Verde. Três pessoas já tinham sido evacuadas no início da semana, incluindo um casal neerlandês e uma mulher alemã que morreram à face da doença.

A OMS informou que não há mais casos suspeitos a bordo e que as autoridades de vários países rastreiam pessoas já desembarcadas ou em contacto com quem apresentou sintomas. O quadro permanece em vigilância constante.

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