- A greve nacional dos trabalhadores da saúde, convocada pelo Stts, terminou terça-feira às 24h, com adesão entre cerca de sessenta e nove e setenta e cinco por cento.
- Os enfermeiros e os técnicos auxiliares de saúde foram os que mais aderiram; os médicos foram os que menos participaram.
- Os blocos operatórios, as cirurgias programadas e as consultas externas foram os serviços mais afetados, mantendo-se garantidos os serviços mínimos.
- As ULS de Santa Maria (Lisboa), Amadora/Sintra (Lisboa), São João (Lisboa) e Santo António (Porto), bem como os Hospitais de São Francisco Xavier e Egas Moniz (Lisboa), foram os locais mais impactados.
- Entre as queixas, destacam-se o pagamento das horas extraordinárias, a falta de progressão de carreiras e salários, e ameaças disciplinares a trabalhadores em greve, com 30 queixas por escrito registadas.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (Stts) anunciou que a greve nacional da saúde terminou esta terça-feira, com adesão entre 70% e 75%. A paralisação teve duração de dois dias e iniciou na segunda-feira.
A greve abrangeu médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, assistentes técnicos, auxiliares de saúde e assistentes operacionais. Diogo Mina, dirigente do Stts, confirmou os números por volta das 16h à Lusa e destacou que os serviços mínimos ficaram garantidos.
Os blocos operatórios, as cirurgias programadas e as consultas externas foram os setores mais afetados, segundo o sindicato. As ULS de Santa Maria, Amadora/Sintra, São João, Santo António, bem como os Hospitais de São Francisco Xavier e Egas Moniz, foram dos locais mais atingidos.
Os enfermeiros e os técnicos auxiliares de saúde foram os grupos com maior adesão, ao passo que os médicos participaram menos na paralisação, afirmou Diogo Mina. Alegou ainda que houve receção de 30 queixas por escrito e centenas de telefonemas sobre ameaças durante a greve.
Segundo Mário Rui, presidente do Stts, há um problema significativo com o pagamento de horas extraordinárias e com a progressão na carreira. Foi referido ainda o atraso de aumentos salariais e de revisões para os técnicos auxiliares de saúde, alguns pendentes desde 2023.
A direção sindical acrescentou que os trabalhadores sentem-se desvalorizados e exigem ser ouvidos. Entre as reivindicações estavam uma nova carreira para os técnicos auxiliares de saúde e uma revisão geral das regras de remuneração.
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