O cruzeiro MV Hondius permanece sob vigilância após a apresentação de uma síndrome respiratória aguda a bordo, que já provocou mortes. O navio está em águas de Cabo Verde, desde 3 de maio, numa rota entre Ushuaia e as ilhas Canárias. A tripulação e passageiros, de várias nacionalidades, estão sob observação médica, com a operação a cargo de autoridades de saúde.
Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros explica que não há passageiros portugueses a bordo, apenas um elemento da tripulação com nacionalidade portuguesa. O cidadão encontra-se bem e, até ao momento, o Governo não recebeu qualquer pedido de apoio.
O barco encontra-se à entrada do porto da Praia, sem autorização para desembarcar, com 147 pessoas a bordo. Equipa de saúde avaliou três indivíduos que apresentam sintomas e estão estáveis, sob acompanhamento médico próximo.
Situação de saúde a bordo
As autoridades de Cabo Verde confirmaram a presença de sintomas em três pessoas, que já foram assistidas por profissionais de saúde. A OMS informou que existe a confirmação de um caso de hantavírus, grupo de vírus raro associado a roedores.
A operação envolve cooperação internacional, com apoio da OMS e ligação às autoridades dos Países Baixos, de onde é originário o navio, e ao Reino Unido, país de origem de parte das pessoas afectadas. Investigações e resposta sanitária internacional estão em curso.
Duas vítimas mortais, segundo a BBC, eram holandesas, com 69 e 70 anos. Um homem alemão também terá falecido. Um britânico de 69 anos, positive para hantavírus, foi transportado para Joanesburgo em unidade de cuidados intensivos para tratamento.
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