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Gordura saturada não faz bem à saúde, nem torresmos da moda

Especialistas desmontam desinformação de influencer sobre gordura saturada, reiterando que representa menos de dez por cento da energia e não é benéfica em excesso

Um prato cheio de torresmos, que têm gordura saturada, pouco saudável se for consumida amiúde
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  • A influenciadora Sara Marilyn partilha narrativas desinformativas sobre gordura animal, defendendo que a gordura saturada é benéfica e promovendo torresmos como snack, com vídeos que alcançaram centenas de milhares de visualizações.
  • Especialistas dizem que a gordura saturada deve representar menos de dez por cento da energia total e que não há evidência robusta de benefícios, sendo associada a aumentos do LDL e ao risco cardiovascular.
  • Não há base científica sólida para sustentar que torresmos forneçam colagénio ou melhorem a saúde intestinal ou o sistema imunitário; a investigação sobre o colagénio é inconclusiva.
  • A afirmação de que a margarina é cheia de gorduras trans está desatualizada; as margarinas atuais têm menos gorduras trans e menos gordura saturada, tornando a manteiga uma opção comparável apenas no contexto global de dieta.
  • Recomendação científica atual privilegia gorduras insaturadas (azeite, óleos vegetais, peixes gordos) para reduzir o risco cardiovascular, em vez de alimentos ricos em gordura saturada.

A influenciadora Sara Marilyn promoveu a ideia de que a gordura saturada é benéfica. Em vídeos e publicações, afirma que a gordura animal faz parte da solução e questiona a luta contra a gordura. As mensagens chegam após o lançamento de cursos e retiros associados a terapias não comprovadas.

A mensagem ganhou impulso numa sequência de publicações com grande retorno. Em dois vídeos, a criadora sugere torresmos como snack diário e sebo bovino para fritar, apresentando supostas vantagens para a saúde e para o colagénio. A conta segue a ultrapassar os 65 mil seguidores.

No entanto, especialistas destacam que a evidência não sustenta estas afirmações. Médicos e nutricionistas lembram que a gordura saturada contribui para o aumento do LDL, o chamado colesterol mau, e para riscos cardiovasculares. A OMS recomenda menos de 10% das calorias diárias.

Contexto científico

A gordura é necessária, mas não em excesso. A gordura saturada tem papel na célula e na produção hormonal, mas o consenso aponta para limites claros. Reduzir o consumo de gorduras saturadas está associado a menor risco cardiovascular em várias direções clínicas.

Avaliação de fontes

Profissionais destacam que o consumo de torresmos não é justificado por evidência robusta de colagénio ou melhoria da saúde intestinal. A manteiga, rica em gordura saturada, pode aumentar riscos, dependendo do regime alimentar global. O azeite e outras gorduras insaturadas são preferíveis.

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