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Filhos de centenários: estudo revela hábitos alimentares

Filhos de centenários apresentam dieta boa, mas aquém em cereais integrais, leguminosas e soja, aponta estudo da Universidade de Boston

Os filhos de pessoas com vidas muito longas tiveram boa avaliação da qualidade da dieta, mas ficaram aquém das quantidades recomendadas de vários alimentos.
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  • Os filhos de centenários, avaliados num estudo da Universidade de Boston, apresentaram qualidade alimentar global moderada, superior a grupos similares de idosos em quatro indicadores de saúde e sustentabilidade.
  • Destacam-se na dieta: fruta, legumes, verduras, leguminosas, peixe e fontes de proteína menos processadas; também limitam sal, açúcares adicionados e cereais refinados.
  • Mesmo assim, não atingem as quantidades recomendadas de cereais integrais, leguminosas, alimentos à base de soja e frutos de casca rija.
  • O estudo: 457 idosos (maioritariamente filhos de centenários) responderam a questionários em 2005; trata-se de observação com dados de um único momento.
  • A educação mostrou-se um fator-chave: níveis educativos mais elevados associam-se a melhores padrões alimentares; os autores defendem políticas para melhorar literacia alimentar e o acesso a cereais integrais e leguminosas.

Os filhos de centenários apresentam uma alimentação globalmente boa, segundo um estudo da Universidade de Boston que analisou dados do New England Centenarian Study. O relatório, com base em questionários de 2005, envolveu 457 idosos, a maioria filhos de centenários.

A análise mostrou que a qualidade da dieta é moderada. Destacam-se fruta, legumes, verduras, leguminosas, peixe e fontes de proteína de menor processed, bem como menor consumo de sal, açúcares adicionados e cereais refinados. No entanto, os filhos de centenários consumiam menos do que o recomendado de cereais integrais, leguminosas, soja e frutos de casca rija.

Os investigadores alertam que a amostra é observacional e o retrato alimentar baseia-se numa única altura no tempo. O grupo era predominantemente de nível educativo elevado, o que também influenciou os padrões alimentares observados.

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Fatores sociais e educação marcam a alimentação

A educação revelou-se um dos fatores mais consistentes na determinação da qualidade alimentar. Indivíduos com maior escolaridade apresentaram melhores pontuações nos índices avaliados, independentemente de outros factores.

Os autores defendem reforçar a educação alimentar para idosos, com competências como leitura de rótulos e técnicas de cozinha. Também apelam a medidas públicas para melhorar o acesso económico a alimentos como cereais integrais e leguminosas.

Na Europa, a esperança média de vida em 2024 situou-se em 81,7 anos. Itália e Suécia lideraram com 84,1 anos, seguidas de Espanha com 84,0 anos; Bulgária, Roménia e Letónia registaram as mais baixas.

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