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Requalificação do Hospital de Ponta Delgada projeta unidade resiliente

Requalificação do HDES em três fases cria unidade resiliente, iniciando pela Urgência e mantendo serviços através do hospital modular durante as obras

Hospital de Ponta Delgada
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  • O programa funcional para a requalificação do Hospital de Ponta Delgada está alinhado com as necessidades da região para os próximos 25 anos, visando uma unidade resiliente e moderna.
  • Em 4 de maio de 2024, o HDES sofreu um incêndio que obrigou a transferir os doentes e levou à construção de um hospital modular junto ao edifício para assegurar os cuidados.
  • O programa funcional foi desenvolvido em três fases e é apenas a primeira etapa; o arranque das obras depende da conclusão do programa preliminar, da contratação pública e do projeto de execução.
  • As obras deverão começar pelas áreas actualmente desativadas, com prioridade para o Bloco Operatório e a Urgência, mantendo o hospital modular em funcionamento para apoiar a resposta.
  • Está previsto um novo modelo de governação a implementar até ao final de 2026, com foco na eficiência, controlo de custos e gestão sustentável.

O Hospital de Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, no maior hospital dos Açores, tem o seu projeto de requalificação apresentado como uma intervenção para os próximos 25 anos. O programa funcional visa tornar a unidade mais resiliente, moderna e capaz de responder às necessidades da região.

A iniciativa surge após o incêndio de 4 de maio de 2024, que obrigou a transferência de doentes para outras unidades da região, Madeira e continente. Desde então, foi construído um hospital modular junto ao HDES para assegurar a continuidade dos cuidados de saúde.

A secretaria regional da Saúde informou que o Governo Regional já recebeu o programa funcional reformulado, que prevê a requalificação e ampliação da infraestrutura atual. O HDES confirmou que o programa foi desenvolvido em três fases, com a instituição envolvida em todas as etapas.

Fases do projeto

O programa funcional é a primeira etapa, seguido pelo programa preliminar, que definirá topografia, infraestruturas e orçamentação. O arranque das obras dependerá do modelo de contratação pública e da conclusão do projeto de execução.

Segundo o responsável, a obra será lançada através de concurso público internacional e será executada de forma faseada para não comprometer o funcionamento do serviço. A intervenção começa pelas áreas desativadas, como o Serviço de Urgência, para acelerar a recuperação da capacidade.

O Bloco Operatório é apontado como prioridade, dada a ligação funcional com a Urgência. O início depende da agilização administrativa e de concursos, com previsão de avançar assim que o projeto de execução estiver concluído.

Durante as obras, o hospital modular manterá a atividade operacional e servirá como espaço de apoio para serviços deslocados. A visão a longo prazo é que este espaço acolha as áreas de ambulatório e de dia, otimizando os circuitos do hospital principal.

Medidas transitórias acompanham o processo, incluindo a reabilitação da Cirurgia de Ambulatório, com duas salas e circuito dedicado, bem como planos de manutenção e de melhoria das condições operacionais do edifício atual.

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