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Correu Maratona de Londres com frigorífico às costas para alertar sobre demência

Irmãos correm 32 maratonas em 32 dias com frigorífico às costas para alertar sobre demência e angariar um milhão de libras

Jordan Adams correu a Maratona de Londres com um frigorífico de 25 quilos às costas
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  • Jordan Adams (trinta anos) e o irmão Cian (vinte e cinco), conhecidos como os irmãos FTD, correm 32 maratonas em 32 dias pela ilha, com chegada prevista a Dublin a 28 de maio.
  • Na Maratona de Londres, Jordan correu com um frigorífico às costas, símbolo do fardo pesado da demência frontotemporal, para alertar sobre a doença.
  • A mãe, Geraldine, foi diagnosticada em 2010; Jordan descobriu ter a mutação MAPT, com probabilidade de 99,9% de desenvolver demência de início precoce, tal como o irmão.
  • Os irmãos pretendem angariar um milhão de libras para a investigação da doença de Alzheimer; já passaram de 700 mil libras (808 mil euros).
  • Metade do valor deverá ser doada à Alzheimer’s Society of Ireland, numa região onde se estima que, até 2050, haja cerca de 150 mil pessoas com demência.

Começam 32 maratonas em 32 dias para alertar para a demência frontotemporal. Jordan Adams, 30 anos, e o irmão Cian, 25, partem do condado de Antrim, Irlanda do Norte, após a Maratona de Londres. A meta é percorrer sessões diárias pela ilha, terminando em Dublin a 28 de maio, com o objetivo de angariar fundos e sensibilizar para a doença.

O desafio tem um símbolo marcante: um frigorífico preso às costas de Jordan, que cruza a meta em Londres, acompanhado por Cian na bicicleta. A dupla quer tornar visível o peso da demência, cuja devastação se estende à família desde 2010, quando a mãe Geraldine foi diagnosticada.

Na origem do caso está o histórico familiar: Geraldine, aos 47, foi diagnosticada com demência frontotemporal rara; faleceu aos 52, em 2016. Dois anos depois, Jordan descobriu que carrega a mutação MAPT, com probabilidade de 99,9% de desenvolver a forma de início precoce da doença; o mesmo é verdadeiro para Cian.

Fardo pesado e motivo

Jordan explicou que a missão é homenagear quem cuida e evidenciar a realidade da doença, que já ceifou 12 familiares na família extensa. A família de ambos descreve o desafio como uma forma de levar a mensagem para a Irlanda, onde tudo começou, e para o restante do Reino Unido.

Cian atua como fisioterapeuta, o que ajuda no planeamento de treinos. Os irmãos já tinham feito desafios extremos antes, incluindo corridas pelo Reino Unido e uma maratona em nove dias, o que reforça a preparação para este percurso de 32 dias.

Progresso e impacto financeiro

O objetivo financeiro é atingir um milhão de libras para apoio à investigação da demência. Até quinta-feira de manhã, já tinham arrecadado mais de 700 mil libras, cerca de 808 mil euros, segundo a taxa de câmbio atual.

Metade do valor será novidade para a Alzheimer’s Society of Ireland, que assiste pessoas com a doença. Na Irlanda, estima-se que cerca de 64 mil pessoas tenham demência, num país com 5,3 milhões de habitantes; o número pode subir para 150 mil até 2050.

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