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67% dos profissionais de saúde defendem revisar o Programa Nacional de Vacinação

67% dos profissionais defendem revisão do PNV para acompanhar o envelhecimento da população; farmacêuticos 82,9% e médicos 75,5% concordam

Vacinação
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  • Cerca de 67% dos profissionais de saúde defendem a revisão do Programa Nacional de Vacinação para acompanhar as necessidades de uma população cada vez mais envelhecida; entre farmacêuticos é de 82,9% e entre médicos, 75,5%.
  • O estudo, apresentado pela Apifarma, foi realizado entre 28 de janeiro e 6 de abril com quase 800 profissionais de saúde e mais de 2 mil cidadãos; houve uma descida de 5,7 pontos percentuais na perceção de que o PNV se destina a todas as crianças e adultos, ficando em 51,9%.
  • A aprovação do papel da vacinação na saúde pública mantém-se, mas os profissionais entendem que o PNV pode evoluir para melhor responder ao envelhecimento da população.
  • Entre os pais, 95,2% consideram desejável que os filhos sejam chamados para vacinação, ainda que tenha recuado 1,2 pontos percentuais.
  • Mais de metade dos entrevistados (57,2%) aponta o custo como maior condicionante para vacinas fora do PNV, destacando a importância da indicação médica na decisão.

O estudo apresentado nesta terça-feira pela Apifarma, sobre o Programa Nacional de Vacinação (PNV), revela que 67% dos profissionais de saúde defendem uma revisão do plano para acompanhar a realidade da população, cada vez mais envelhecida. As perguntas foram recolhidas entre 28 de janeiro e 6 de abril, junto de quase 800 profissionais de saúde e de mais de 2 mil cidadãos.

Entre os profissionais, a opinião varia por área: 82,9% dos farmacêuticos concordam com a revisão voltada aos adultos; entre médicos, o índice é de 75,5%. Os dados trazem uma perspetiva ampla sobre o papel da vacinação na saúde pública e na prevenção ao longo da vida.

A análise aponta ainda uma descida de 5,7 pontos percentuais na perceção de que o PNV se destina a todas as crianças e adultos residentes em Portugal, situando-se agora em 51,9%. A queda é apresentada como um alerta para comunicação institucional.

Os dados foram recolhidos junto de médicos de Medicina Geral e Familiar (151), pediatras (79), médicos de Medicina Interna (104), pneumologistas (42), ginecologistas (57), enfermeiros (202) e farmacêuticos (158). O conjunto indica satisfação com o PNV, mas com espaço para evolução.

No que diz respeito aos pais, 95,2% continuam a ver valor no PNV, embora haja uma diminuição de 1,2 pontos percentuais no desejo de que os filhos sejam chamados para vacinação. Os autores defendem reforçar a literacia sobre vacinas.

Vacinas fora do PNV e custos

Entre as vacinas fora do PNV, a recomendação médica continua a ser o principal fator de decisão. Contudo, 57,2% dos respondentes apontam o custo como grande condicionante para adquirir estas vacinas. Esta limitação é reconhecida pelos profissionais de saúde.

Todos os grupos concordam que a vacinação desempenha um papel fundamental na saúde pública e no envelhecimento saudável, embora o entusiasmo tenha diminuído face a 2023. As doenças respiratórias e a meningocócica permanecem entre as maiores preocupações.

No que toca a dúvidas, as vacinas de rotavírus, pneumocócica e Haemophilus influenzae b geram maior incerteza entre os enfermeiros. A população associa maioritariamente o esquema vacinal às vacinas pediátricas e às vacinas do viajante, com dúvidas sobre vacinas de crianças versus adultos.

Os profissionais destacam que a comunicação e a literacia em vacinação devem evoluir. A perceção sobre o papel do PNV permanece positiva, mas com evolução necessária para acompanhar a dinâmica demográfica.

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