- Em 2025, o mosquito Aedes albopictus foi detetado em Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra, aumentando para 28 concelhos identificados, mais 10 face a 2024.
- O Relatório REVIVE do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa) revelou que as colheitas abrangeram 243 concelhos, com 44.123 mosquitos de 22 espécies e 48.503 ovos de espécies invasoras.
- O Aedes aegypti foi detetado com dengue serótipo 2 (DENV-2) em amostras da Região Autónoma da Madeira; a espécie está presente na Madeira desde 2005.
- No âmbito de outros vetores, foram identificados 6.612 ixodídeos, com 2,3% portadores de Borrelia e 19,7% com Rickettsia; foram detetados exemplares exóticos da família Argasidae.
- Em flebótomos, foram recolhidos 1.448 exemplares, com cinco espécies presentes em Portugal; foi detetado o flebovírus Toscana nos concelhos de Pedrógão Grande e Resende.
O mosquito transmissor de dengue e febre-amarela foi detetado em 2025 em Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra, elevando para 28 o número de concelhos com registo. O avanço é reportado pelo Insa, com dados do Relatório REVIVE.
Durante o ano, o REVIVE (Rede de Vigilância de Vetores) contabilizou a participação de cinco regiões de saúde continentais e da Madeira, com colheitas de mosquitos em 243 concelhos. No total foram identificados 44.123 mosquitos de 22 espécies e 48.503 ovos de espécies invasoras.
Aedes albopictus, vetor de dengue, chikungunya, Zika e febre-amarela, foi registado pela primeira vez em 2017 e tem vindo a expandir-se pelo continente. Em 2025 a espécie aparece em 28 concelhos, incluindo Lisboa, Oeiras, Almada, Sesimbra, Condeixa-a-Nova e Covilhã.
Aedes albopictus em Portugal
A presença da espécie na região centro chegou a Condeixa-a-Nova e Covilhã, mantendo-se em Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra. O relatório indica que, na maioria das amostras, a análise de flavivírus foi negativa; contudo, foi detetado dengue serótipo 2 na Madeira em amostras de Aedes aegypti.
O texto finaliza com dados sobre outros vetores. Em ixodídeos (carraças) foram identificados 6.612 exemplares em 2025, com 2,3% positivos para Borrelia e 19,7% para Rickettsia. Flebotómicos (flebótomos) somaram 1.448 exemplares, com cinco espécies presentes em território nacional, incluindo o flebovírus Toscana em Pedrógão Grande e Resende.
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