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Farmacêuticos pedem avanço de projectos para tratar situações leves em farmácias

Ordem dos Farmacêuticos apela a projetos que permitam aos farmacêuticos tratar situações clínicas ligeiras em farmácias, com protocolos pré-definidos, para aliviar urgências

Os farmacêuticos têm vindo a reivindicar a possibilidade de intervirem mais junto do doente
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  • A Ordem dos Farmacêuticos apelou ao avanço de projetos que permitam aos farmacêuticos intervirem em situações clínicas ligeiras nas farmácias, seguindo protocolos pré-definidos.
  • Países como Reino Unido, França, Canadá, Irlanda, Austrália e Suíça já adotaram este modelo, e a OF quer que Portugal tenha uma resposta estruturada semelhante.
  • Não se trata de prescrever ou substituir médicos: os farmacêuticos cumpririam protocolos, avaliando sintomas, aconselhando e, se necessário, recomendando tratamentos não sujeitos a receita médica ou encaminhando para cuidados de saúde.
  • Os farmacêuticos podem realizar testes simples e encaminhar em caso de situações mais complexas, com o objetivo de aliviar a pressão sobre os cuidados primários e as urgências.
  • A Assembleia da República aprovou, em janeiro do ano passado, uma resolução que recomenda um projeto-piloto em colaboração com entidades de saúde para atendimentos de situações clínicas ligeiras, com prescrição ou encaminhamento conforme protocolo.

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) pediu ao Governo que avancem projetos que permitam aos farmacêuticos intervirem em situações clínicas ligeiras nas farmácias, em protocolos pré-definidos, seguindo exemplos de outros países.

A OF reforça que países como Reino Unido, França, Canadá, Irlanda, Austrália e Suíça já adotaram este modelo. O objetivo é ter uma resposta estruturada em Portugal para casos simples, sem sobrecarregar centros de saúde ou urgências.

Helder Mota Filipe, bastonário da OF, esclarece que a iniciativa não pretende substituir médicos, mas cumprir protocolos de intervenção entre entidades. O objetivo é melhorar o acesso a cuidados sem aumentar a complexidade para o utente.

A organização recorda que farmacêuticos comunitários estão aptos a intervir em situações clínicas não graves, com sintomas não confundíveis com outros problemas de saúde. A atuação pode incluir avaliação, aconselhamento e, quando necessário, recomendação de medicamentos sem receita.

Os farmacêuticos defendem que esta intervenção pode aliviar a procura nos cuidados de saúde primários e reduzir visitas desnecessárias às urgências. A OF acrescenta que é possível realizar testes simples para obter informação adicional sobre a condição do doente.

Caso a situação seja mais complexa, o farmacêutico encaminha o utente a um médico ou a uma unidade de saúde adequada. A OF mantém disponibilidade para colaborar com o Ministério da Saúde na definição de protocolos e circuitos de referenciação.

A Assembleia da República aprovou, em janeiro do ano passado, uma recomendação para um projeto-piloto em parceria com entidades de saúde. O piloto visaria atender situações ligeiras, como infecções urinárias, sinusites, dores de garganta ou otites médias, com prescrição ou encaminhamento adequado.

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