- A Rússia utiliza vídeos gerados por IA de soldados ucranianos para retratar o país como fraco e minar a confiança no comando militar.
- A Sensity AI verificou que as imagens são deepfakes, com rostos gerados por IA e vozes não naturais, usadas para manipular a opinião pública.
- Registaram-se mais de mil vídeos semelhantes, com um grupo central de cerca de sessenta clips manipulados, espalhados mediante conteúdos autênticos misturados com elementos de IA.
- Os vídeos são partilhados inicialmente em plataformas como TikTok ou Telegram a partir de contas novas ou anónimas, e depois difundidos por redes como X, Facebook, Instagram e YouTube.
- As narrativas visam descredibilizar a liderança ucraniana, mostrar rendição como solução e minar a moral das forças, conforme alertou Francesco Cavalli, fundador da Sensity.
O Moscovo usa vídeos de soldados ucranianos gerados por IA para retratar o país como debilitado e abalar a confiança no comando central. A prática visa influenciar a perceção pública sobre a guerra na Ucrânia.
A veracidade foi apurada pela empresa de deteção de IA forense Sensity AI. A investigação identifica que muitos clipes simulam filmagens da linha da frente, com rostos e vozes criados por IA ou misturados com elementos reais.
Mais de 1.000 vídeos semelhantes foram encontrados pela Sensity, com um conjunto central de 60 clipes manipulados. As imagens aparecem com frequência em redes como TikTok e Telegram, antes de serem partilhadas noutras plataformas.
Como funcionam os vídeos e o padrão de difusão
Os conteúdos surgem muitas vezes de contas novas ou anónimas. Trasladam-se rapidamente entre TikTok, Telegram, X, Facebook, Instagram e YouTube, beneficiando de algoritmos que promovem conteúdos com carga emocional.
A narrativa comum mostra soldados em dificuldades, críticas à liderança ucraniana ou alegações de má gestão. Em alguns casos, surgem cenários que sugerem rendição como saída para abandonar a frente de combate.
Impacto e objetivos
A finalidade é minar a moral das tropas e descredibilizar as instituições ucranianas, segundo a Sensity. O fundador Francesco Cavalli destaca o risco de impactos em larga escala, especialmente em plataformas móveis e de uso rápido.
A empresa alerta para o facto de a disseminação não exigir que um único vídeo viralize; a somação de conteúdos sintéticos dirige a perceção pública de forma gradual.
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