O uso de internamentos sociais no Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou quase 20% num ano, com 2807 camas ocupadas por doentes que já tiveram alta clínica, mas permanecem internados por falta de resposta social. O custo anual associado a internamentos considerados inapropriados ascende a 351 milhões de euros.
Segundo o Barómetro dos Internamentos Sociais, a progrèsão resulta de atrasos em respostas de apoio social, que impedem a alta hospitalar de alguns pacientes. A divulgação ocorreu na 10.ª edição do relatório, que analisa situações entre serviços de saúde e resposta social.
A instituição refere que o montante de 351 milhões representa o gasto anual ao Estado, com acréscimo de 63 milhões de euros face à edição anterior. O aumento persiste apesar de medidas para reduzir a permanência hospitalar sem necessidade clínica.
Impacto económico e operacional
O relatório aponta burdens para hospitais, com maior ocupação de camas não diretamente relacionadas com doença acentuando a pressão sobre urgências e rotas de alta. Autarquias e entidades sociais são citadas como intervenientes-chave.
As autoridades de saúde destacam a necessidade de reforçar redes de apoio domiciliário e respostas sociais rápidas para diminuir internamentos desnecessários. O Barómetro sugere caminhos para reduzir custos e melhorar a coordenação entre setores.
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