As sabrinas voltaram à moda da primavera, sendo leves, elegantes e versáteis. Apesar do ar delicado, o calçado raso pode criar desconforto e, em alguns casos, afetar a postura quando usado diariamente.
Segundo a fisioterapeuta Inês Alendouro, o corpo está habituado a modelos com apoio. A mudança abrupta para uma sabrina fina obriga o corpo a reaprender a caminhar, aumentando o risco de dores em várias regiões.
A podologista Joana Ferreira sublinha a falta de estrutura das sabrinas, que trazem pouca estabilidade e amortecimento. O uso frequente pode agravar o antepé, o arco plantar e favorecer condições como metatarsalgia ou fasite plantar.
Riscos e recomendações
Com o tempo, o formato estreito pode comprimir os dedos, agravando deformações existentes. Joana alerta para joanetes e outras alterações quando há aperto excessivo.
Para mitigar efeitos, a especialista recomenda variar o calçado e optar por modelos com solas firmes, amortecimento moderado e biqueiras largas. Palmilhas podem ajudar, mas o espaço na sabrina é limitado.
Pessoas com pé chato, pé cavo, dores crónicas ou fascite plantar devem ter cautela, como também mulheres grávidas, devido à mudança no centro de gravidade e à maior laxidão dos ligamentos.
As sabrinas podem acompanhar looks de primavera, desde que não sejam usadas todos os dias sem descanso. O equilíbrio passa por transitar gradualmente entre modelos com diferente apoio.
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