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Greve nacional de enfermeiros marcada para 12 de maio

Greve nacional dos enfermeiros em 12 de maio visa dignidade da profissão, com manifestação em Lisboa e propostas sobre progressão, retroativos e banco de horas

Sindicato anuncia greve dos enfermeiros a 12 de maio
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  • O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou uma greve nacional para 12 de maio, em todos os setores — público, privado e social.
  • Em Lisboa, está prevista uma manifestação que parte do Campo Pequeno e termina junto ao Ministério da Saúde.
  • O objetivo é exigir ao Governo a resolução de vários problemas para dignificar a enfermagem, incluindo a progressão na carreira e a contagem de pontos.
  • A greve também reclama a contratação de mais enfermeiros, a resolução de vínculos precários e o pagamento de retroativos relativos a 2018 a 2021.
  • O SEP aponta ainda a oposição ao banco de horas e à adaptabilidade no âmbito do Acordo Coletivo de Trabalho, e lembra que negociações estão em curso. A última greve geral, em 20 de março, teve cerca de 71% de adesão.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou uma greve nacional para 12 de maio, cobrindo os setores público, privado e social. A ação pretende exigir ao Governo a resolução de vários problemas para dignificar a profissão.

O presidente do SEP, José Carlos Martins, afirmou à Lusa que a greve abrange toda a enfermagem portuguesa, independentemente de onde a atividade se desenvolva, com pré-aviso de greve aplicado.

Para 12 de maio, coincidindo com o Dia Internacional da Enfermeira, está prevista uma manifestação em Lisboa. O cortejo vai partir do Campo Pequeno e terminar junto ao Ministério da Saúde.

Demandas centrais

A contestação coloca a dignidade dos enfermeiros no centro, bem como a necessidade de progressão na carreira. Entre os pontos em cima da mesa estão a contagem de pontos para efeitos de ascensão profissional e a atribuição de retroativos relativos a 2018-2021.

O SEP também exige maior contratação de profissionais para os serviços públicos, privados e para as instituições de solidariedade social (IPS). Além disso, aponta a necessidade de resolver vínculos precários e o alargamento de soluções estáveis de vínculo laboral.

Outro eixo envolve o banco de horas. Os enfermeiros defendem que não deve ser utilizado para impor mais horas sem compensação adequado, nem contar como trabalho extraordinário sem remuneração prevista.

Acordo Coletivo de Trabalho

Sobre o Acordo Coletivo, o SEP disse esperar evolução nas propostas do Ministério da Saúde, com a retirada do banco de horas e da regra de adaptabilidade previstas no acordo.

Apesar das negociações em curso, o sindicato aponta que há problemas acumulados há anos que precisam de solução rápida. Martins refere que a adesão à greve é capaz de refletir o impacto dessas reivindicações.

Na última greve nacional dos enfermeiros, ocorrida a 20 de março, o SEP indicou uma adesão de cerca de 71%. Na altura, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, revelou que o Governo trabalha para responder a algumas reivindicações da classe.

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