A Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António e a Câmara Municipal de Cascais anunciaram, no ano passado, o arranque de um programa piloto de rastreio ao cancro do pulmão. Os primeiros passos estão a avançar, com a ULS de Santo António já a adquirir equipamento de tomografia computorizada de baixa dose. A Câmara de Cascais mantém o interesse em validar a iniciativa, enquanto Gaia-Espinho e Santa Maria já seguem fases iniciais diferentes.
A ULS de Santo António informou que o concurso público está concluído e está em fase de adaptação do espaço no Hospital de Magalhães Lemos, para acolher o rastreio. O investimento estimado na TAC de baixa radiação é de cerca de 900 mil euros mais IVA, com previsão de funcionamento após os testes.
A Câmara de Cascais diz manter-se disponível para avançar com o projeto e aguarda uma reunião com a secretária de Estado da Saúde, marcada para o final do mês. O objetivo é esclarecer o enquadramento e obter orientações atualizadas sobre o processo.
Progresso atual nos pilotos
No norte de Portugal, a ULS de Gaia-Espinho e o Hospital de Santa Maria em Lisboa já começaram a avançar com os seus projetos-piloto. O diploma publicado pelo Governo abriu a porta a parcerias com outras entidades públicas ou privadas e autorizou o financiamento central por via do imposto sobre o tabaco.
A iniciativa destina-se a pessoas entre os 55 e os 74 anos, fumadores ativos ou que deixaram de fumar nos últimos dez anos. Os pilotos vão avaliar viabilidade, eficácia e custo-efetividade no SNS, com a meta de revelar dados para eventual expansão.
Perspetivas de implementação
A expectativa inicial apontava para o início do rastreio na ULS de Santo António no primeiro semestre, mas o objetivo atual é que tudo esteja operacional no verão de 2026. A primeira fase prevê cerca de 7000 elegíveis identificados, com 20 rastreios diários nos primeiros dois meses, aumentando para 30 a 40 diários posteriormente.
A portas abertas para novos projetos mantém-se, com o Governo a ponderar ampliar a oferta de rastreio a outros centros do SNS, mediante avaliação dos resultados dos pilotos existentes. O financiamento continua assegurado pela ACSS, conforme o despacho publicado.
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