- Em Portugal, entre cerca de 8.500 pessoas com 45 anos ou mais e doenças crónicas, 35% têm um plano individual de cuidados (PIC).
- Num estudo internacional, apenas quase metade dos centros de saúde participantes disse implementar o PIC para qualquer doença crónica.
- Apenas cerca de 15% dos 80 centros de saúde do estudo disponibilizam videoconsulta.
- A disponibilização de um PIC para todas as pessoas com doença crónica é uma das prioridades identificadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
- O subdiretor-geral da Saúde, André Peralta Santos, diz que estes planos são transformadores e precisam de ser potenciados.
Não é um tema recente, mas um objetivo da saúde pública em Portugal: disponibilizar um plano individual de cuidados (PIC) para pessoas com doenças crónicas. Em Portugal, um estudo internacional com cerca de 8500 pessoas com 45 anos ou mais revelou que apenas 35% já possuem este PIC.
Além disso, quase metade dos 80 centros de saúde participantes informou ter implementado o PIC para qualquer doença crónica, o que indica cobertura incompleta. A percentagem de centros que utilizam videoconsulta permanece baixa, com apenas cerca de 15% a oferecer este serviço.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) identifica a universalização do PIC como uma das suas prioridades estratégicas para melhorar a gestão de doenças crónicas. A falta de implementação generalizada permanece como entrave principal.
André Peralta Santos, subdiretor-geral da Saúde, sublinha que os planos se podem revelar transformadores, desde que sejam potenciados e integrados na prática clínica diária.
O estudo, realizado no âmbito de uma colaboração internacional, sublinha a necessidade de ampliar a adoção do PIC e de investir em recursos tecnológicos, como a videoconsulta, para apoiar os doentes ao longo do tratamento.
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