- Cristina Vaz Tomé afirmou na comissão parlamentar de inquérito que não recebeu informação atempada sobre o pré-aviso de greve do sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) às horas extraordinárias no final de dois mil e vinte e quatro.
- Disse que só soube da paralisação quando chegou a Lisboa, já com a greve a decorrer.
- Deputados do PS, Chega e IL contestaram as declarações, alegando a existência de emails enviados ao gabinete e ao Ministério da Saúde, com recibo de leitura.
- Segundo os deputados, os emails demonstrariam que a informação foi enviada e recebida.
- A greve em questão foi organizada pelo sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) e incidiu nas horas extraordinárias.
A ex-secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, afirmou nesta quinta-feira, perante a comissão parlamentar de inquérito, que não houve informação atempada sobre o pré-aviso da greve do sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) às horas extraordinárias no final de 2024. A declaração ocorreu no âmbito de um conjunto de audições sobre o tema.
Segundo a ex-secretária, só ficou a saber da paralisação quando chegou a Lisboa e o protesto já decorria. A explicação é apresentada como parte do relato sobre a atuação institucional durante aquele período.
Deputados do PS, Chega e IL contestaram as declarações, apontando para a existência de evidências que sugerem o contrário. Alegam ter recebido emails relacionados com o gabinete e com o Ministério da Saúde, bem como um recibo de leitura que indica a receção dessas comunicações.
Contestação dos campos partidários
O PS informou que tem registos eletrónicos que comprovam o envio de comunicações sobre o pré-aviso ao gabinete da governante e ao Ministério da Saúde. Os parlamentaristas também referem haver confirmação de leitura, o que, na perspetiva deles, contradiz a versão apresentada pela ex-secretária.
O Chega reforçou a posição de que houve comunicação atempada, enquanto a IL pediu à comissão que analise os metadados e o timing das mensagens. Ambos enfatizam a importância de apurar responsabilidades na gestão da greve e na comunicação entre entidades públicas.
Os relatos seguem sendo verificados no âmbito da comissão, que procura esclarecer como as informações foram partilhadas entre os diferentes órgãos durante o período de paralisação. A investigação continua a recolher documentos e testemunhos relevantes.
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