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Sinais não motores da doença de Parkinson podem surgir 20 anos antes

Síntomas não motores da doença de Parkinson podem anteceder as motoras até vinte anos, incluindo alterações do sono, olfato deteriorado e obstipação

Doença de Parkinson
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  • Sintomas não motores da doença de Parkinson, como alterações do sono, perda de olfato e obstipação, podem aparecer 15 a 20 anos antes das limitações motoras.
  • O neurologista Marcelo Mendonça explica que esses sinais não motores podem indicar a patologia, mas não significam diagnóstico definitivo.
  • A obstipação é considerado provavelmente o primeiro sintoma não motor; há também perturbação do sono REM, com movimentos, gritos e agitação noturna.
  • A doença é neurodegenerativa, crónica e incurável; pode ser diagnosticada antes dos 50 anos, ainda que comummente atinja pessoas com mais de 60.
  • Em Portugal, estima-se cerca de 20 mil pessoas com a doença, com 1.800 a 2.000 novos casos por ano; entre 2.000 e 3.000 têm Parkinson precoce.

O neurologista Marcelo Mendonça destacou que sintomas não motores da doença de Parkinson podem surgir até 15 a 20 anos antes das manifestações motoras. A afirmação foi feita à agência Lusa, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Patologia, assinalado este sábado.

Entre os sinais não motores referidos estão alterações do sono, a perda de olfato (hiposmia) e problemas intestinais, como obstipação. Mendonça explica que estes sintomas são comuns muito antes dos tremores, da lentidão de movimentos ou da rigidez associadas à doença.

O médico, que atua na Fundação Champalimaud, lembra que estes indícios não significam necessariamente que alguém tenha Parkinson e que várias causas podem explicar cada sintoma. A obstipação, por exemplo, pode ser o primeiro sintoma não motor.

Conferência em Lisboa e impacto

A defesa de hábitos de vida saudáveis, como não fumar, moderação no álcool, atividade física regular e dieta equilibrada, pode reduzir o risco de desenvolver a doença, segundo o neurologista. Em relação à esperança de vida, Mendonça afirma que muitos convivem com a doença por 20 a 30 anos.

No sábado, Mendonça participa na IV Conferência Anual da Young Parkies Portugal, em Lisboa, na Fundação Champalimaud, a propósito do Dia Mundial da Doença de Parkinson. Em Portugal, estima-se que cerca de 20 mil pessoas vivam com a patologia, com mais de 1.800 novos casos por ano.

Cerca de 2.000 a 3.000 pessoas podem ter Parkinson de início precoce, isto é, diagnosticadas em idade ativa, segundo a Young Parkies Portugal. A organização acompanha quem está afetado e oferece apoio.

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