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Novos 9 mandamentos da AHA para proteger o coração à mesa

Novas diretrizes da Associação Americana do Coração recomendam dieta rica em vegetais, frutas e cereais integrais, com menos ultraprocessados para reduzir o risco cardiovascular

Os vegetais devem ser a base da alimentação
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  • As novas diretrizes da Associação Americana do Coração destacam a prevenção desde cedo para proteger o coração, substituindo as diretrizes anteriores.
  • A alimentação deve privilegiar vegetais, fruta e cereais integrais, com baixo açúcar, sal e menos ultraprocessados, dando prioridade a proteínas de origem vegetal.
  • Deve manter o peso saudável ajustando a ingestão energética e o gasto; dietas como DASH, mediterrânica, pescetariana ou ovo-lacto-vegetariana ajudam a esse objetivo.
  • Consumir muitas frutas e legumes de variedades variadas e, quando congelados ou enlatados, optar por produtos sem açúcares ou sal adicionados; escolher cereais integrais.
  • Priorizar gorduras insaturadas em vez de saturadas, escolher fontes de proteína saudáveis (leguminosas, frutos secos, peixe) e reduzir açúcares adicionados, sal e álcool.

O que aconteceu: a Associação Americana do Coração publicou novas diretrizes dietéticas para proteger o coração, substituindo as orientações de 2021. O documento, publicado na revista Circulation, reforça a prioridade de padrões alimentares saudáveis para o órgão e pede prevenção desde cedo.

Quem está envolvido: a instituição norte-americana apresenta nove mandamentos para reduzir o risco cardiovascular, enfatizando hábitos ao longo da vida e o foco em alimentos naturais. O objetivo é orientar escolhas alimentares amplas, não apenas nutrientes isolados.

Quando e onde aconteceu: as diretrizes foram divulgadas recentemente pela AHA, com divulgação associada à Circulation, revista científica da área. O comunicado sublinha a importância de iniciar hábitos saudáveis o quanto antes.

Porquê: o objetivo é reduzir morbidade e mortalidade por doenças cardíacas, que continuam a ser a principal causa de morte global, segundo a OMS. Em Portugal, as doenças cardiovasculares respondem por cerca de 25% dos óbitos anuais.

Alterações-chave para uma alimentação cardíaca

As diretrizes defendem um padrão rico em vegetais, frutas e cereais integrais, com redução de açúcar, sal e ultraprocessados. Destacam proteínas de origem vegetal, como leguminosas, sementes e frutos secos.

A relação entre energia e peso também é enfatizada: necessidades variam com idade, sexo, altura, atividade física e estado de gravidez ou lactação. Dietas como DASH, mediterrânica, pescetariana e ovolactovegetariana podem ajudar a manter um peso saudável.

Frutas e legumes devem figurar na variedade e na totalidade, privilegiando a forma natural em vez de sumos. Opte por variedades sem adição de açúcares ou sal.

Cereais integrais são preferidos aos refinados, por fornecerem uma matriz de fibras, vitaminas e minerais essenciais.

Quanto às proteínas, recomenda-se reduzir carne e priorizar leguminosas, frutos secos, sementes, peixe, marisco e laticínios com baixo teor de gordura.

Gorduras: deve-se favorecer gorduras insaturadas de fontes vegetais, reduzindo saturadas de origem animal ou óleos tropicais.

Alimentos ultraprocessados devem ser evitados, especialmente por concentrarem sódio, açúcares e componentes pouco saudáveis.

Açúcares adicionados precisam de redução, sobretudo em bebidas e alimentos processados, com exemplos que incluíam diversas formas de açúcar no processamento.

Sal e álcool devem ser moderados: prefira baixo teor de sódio e reduza ou elimine o consumo de bebidas alcoólicas.

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