- A ministra da Saúde disse que o SNS nunca deu uma resposta tão intensa em qualidade e quantidade como agora, com dados de recuperação da atividade hospitalar.
- Os últimos três anos trouxeram mais de 668 mil novos utentes inscritos no registo nacional, o que aumenta as necessidades em saúde.
- Está a arrancar um novo sistema nacional de acesso a consultas e cirurgias, começando pela lista de inscritos para cirurgia gerida de forma diferente.
- Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam recuperação da atividade hospitalar em 2024, com internamentos acima de 2019 e consultas e cirurgias em valores máximos desde 1999.
- A ministra pediu união entre instituições, destacou a importância de centros de ensaios clínicos e de carreiras clínico-científicas, e pediu aos profissionais para investir em estágios e colaborar com academia e tecnologia.
A ministra da Saúde afirmou nesta quarta-feira que o SNS nunca deu uma resposta tão intensa em termos de qualidade e quantidade. Os dados mostram recuperação da atividade hospitalar, com o registo a aumentar. A afirmação foi feita após uma cerimónia na Fundação Champalimaud, para celebrar o Dia Mundial da Saúde.
Foi destacado que, nos últimos três anos, houve um recorde de novos utentes inscritos no registo nacional, superior a 668 mil. Este aumento eleva as necessidades em saúde e exige uma resposta contínua do SNS, mesmo diante de novas pressões.
A governante referiu ainda que está a decorrer um novo sistema nacional de acesso a consultas e cirurgias. Em breve, iniciar-se-á com a gestão diferenciada da lista de inscritos para cirurgia, ajustando fluxos e prioridades.
Dados e desdobramentos
Segundo o INE, após a pandemia, 2024 registou recuperação da atividade hospitalar em Portugal, com internamentos acima dos níveis de 2019. Consultas e cirurgias atingiram valores máximos desde 1999, apontando para uma curva de recuperação abrangente.
Sobre o protesto de profissionais de saúde hoje frente ao Ministério da Saúde, a ministra disse não ter recebido o manifesto. Considerou normal que haja manifestações de insatisfação, ligadas ao desejo de melhores cuidados de saúde.
Não comentou as demissões de seis chefes da equipa de urgência do hospital de Santa Maria, nem a saída do diretor do serviço. Também afirmou que a perda de 100 milhões de euros no âmbito do PRR não afetará a construção do novo hospital de Lisboa, o Todos os Santos.
Organização e perspetivas
Na cerimónia, o lema do Dia Mundial da Saúde, “Juntos pela Saúde. Ao lado da Ciência”, foi utilizado para enfatizar o trabalho de equipa entre instituições. A ministra reforçou a importância de desenvolver centros de ensaios clínicos e apoiar centros de referência.
Pediu ao Ministério que proteja a criação de carreiras clínico-científicas, pese à pressão assistencial. Sublinhou a necessidade de investir nos estágios dos profissionais, incentivando colaborações com outras instituições e com a academia.
Finalmente, a ministra pediu aos gestores de unidades de saúde que incentivem os médicos a investigar, criando condições para que possam participar ativamente em inovação tecnológica e científica.
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