Cerca de 200 manifestantes participaram numa concentração junto ao Ministério da Saúde, no Dia Mundial da Saúde. Reivindicaram respostas do Governo para os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e defenderam recursos para a saúde pública, sob o lema Defender e reforçar o SNS.
À frente da marcha esteve uma faixa com o lema Mais SNS para todos. O protesto foi organizado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, com a participação de comissões de utentes da Saúde de várias regiões e do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP).
O coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, informou que o objetivo é exigir respostas do Governo. A resolução conjunta critica políticas que têm levado à degradação dos serviços públicos de saúde e perante o que chamam de desinvestimento, apontam a necessidade de valorizar o SNS.
Santana recordou dados do SNS, incluindo listas de espera e a falta de médicos de família, e denunciou que parte do orçamento da saúde fica através do setor privado. Afirmou que o Governo parece considerar a situação como estável, o que não corresponde à realidade.
O MUSP explicou que a participação na ação representa a defesa de um património comum dos portugueses, justificando a união entre profissionais e utentes para proteger o SNS. O porta-voz Humberto Costa reforçou que há hospitalização desafiadora e carências de valências ao lado de instituições privadas.
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, comentou durante o protesto que é fundamental valorizar os profissionais de saúde e reconhecer o SNS como base da solução para os problemas de saúde da população. Enfatizou a importância dos utentes, que enfrentam longas esperas e dificuldades de acesso.
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