- No Dia Mundial da Saúde, estudo da Optivisão mostra que, embora a visão seja vista como essencial, os cuidados são adiados, com apenas 9% a fazer check-ups mais de uma vez por ano.
- 69% dos portugueses dizem cuidar da visão por prevenção, mas há uma grande diferença entre intenção e prática; 37% consultam o profissional uma vez por ano.
- Os sintomas mais comuns são dificuldade de ver de perto (36%), sensibilidade à luz (30%) e dores de cabeça (28%).
- 49% temem perder autonomia com a perda de visão; 38% valorizam ser acompanhados pelo mesmo profissional; 42% realizam check-ups com optometristas em óticas.
- No momento da compra de óculos, preço (79%) é o fator principal; competência técnica (56%) é o critério mais relevante para considerar a ótica como de confiança; 65% usam óculos graduados.
No Dia Mundial da Saúde, a Optivisão, maior rede de óticas em Portugal, revela um retrato dos hábitos dos portugueses face à saúde visual. O estudo mostra que a visão é considerada o sentido mais importante, mas os cuidados são muitas vezes adiados. Apenas 9% faz exames mais de uma vez por ano.
Entre os participantes, 69% afirma cuidar da visão por prevenção e saúde. No entanto, a discrepância entre intenção e prática é evidente, já que apenas 9% tem consultas regulares e 37% verga o acompanhamento a cada ano. A maior parte não mantém frequência suficiente.
Sintomas comuns incluem dificuldade de visão de perto ou de longe (36%), fotofobia (30%) e dores de cabeça (28%). Estes sinais costumam ser desvalorizados ou atribuídos ao cansaço, em vez de serem levados a avaliação clínica atempada.
Desempenho profissional e deteção precoce
A optometrista Nelva de Luísa David Sixpene explica que muitos pacientes afirmam ver bem, quando já existem esforços visuais e fadiga. A avaliação clínica permite identificar alterações mínimas que afetam o conforto visual, com tecnologia cada vez mais precisa.
Num contexto de uso intensivo de ecrãs, os olhos enfrentam esforço contínuo. Computadores, smartphones e tablets contribuem para fadiga visual, visão turva, secura ocular e cefaleias, muitas vezes associadas a necessidades não totalmente corrigidas.
Quase metade dos inquiridos teme perder autonomia se a visão falhar, destacando a relação entre saúde visual, independência e qualidade de vida. A confiança no profissional que acompanha a pessoa surge como fator relevante na decisão de consulta.
Acesso, custos e confiança
Atualmente, 42% realiza o check-up com optometristas em óticas, evidenciando o papel destes especialistas na deteção precoce e no acompanhamento clínico. Mais de 65% dos portugueses usa óculos graduados.
Ao adquirir óculos, o preço é o principal fator de decisão (79%), seguido do aconselhamento técnico (54%) e da confiança na ótica (50%). Contudo, 56% aponta a competência técnica como critério-chave de uma ótica de confiança.
Entre várias faixas etárias, persiste o atraso em exames: 11% dos 35-44 não fez nenhum exame, enquanto os 55-64 tendem a fazê-lo de dois em dois ou três em três anos. Os jovens dos 18-24 mostram maior consciência do tema.
A optometrista defende a criação de rotinas, sugerindo avaliação ocular a cada dois anos, ou anualmente para quem usa correção. O estudo reforça que o conhecimento sobre saúde visual é crucial para prevenção.
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