- Moçambique regista mais de oito mil casos de cólera na atual epidemia, com 83 mortos, mas nenhum óbito no último mês; dados de 3 de setembro a 4 de abril indicam 8.369 casos e 60 mortes neste período.
- As maiores concentrações estão em Nampula (3.696 casos; 39 mortes) e Tete (2.815 casos; 32 mortes); Cabo Delgado soma 1.071 casos e oito mortes.
- Há registos adicionais em Zambézia (136 casos, 1 morto), Manica (153 casos, 2 mortos), Sofala (495 casos, 1 morto) e em Maputo (2 casos entre cidade e província) mais um caso em Gaza.
- Nas últimas 24 horas, foram confirmados 22 novos casos; a taxa de letalidade global permanece em um por cento e há 42 internamentos, sem óbitos há quase um mês.
- O Governo anuncia segunda dose da vacina contra a cólera para cerca de 3,5 milhões de pessoas em nove distritos até 9 de abril, abrangendo Beira, Morrumbala, Moatize, Tete, Nacala Porto, Eráti, Monapo, Pemba e Metuge.
Moçambique regista mais de 8.300 casos de cólera na atual epidemia, com 83 óbitos desde o início do surto, embora não haja registo de mortes no último mês. Os dados são da Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP) e referem-se a 3 de setembro a 4 de abril.
Do total de casos, a maior parte concentra-se na província de Nampula, com 3.696 infecções e 39 mortes. Em Tete verificam-se 2.815 casos e 32 óbitos, e em Cabo Delgado há 1.071 casos com oito mortes. Registos adicionais aparecem na Zambézia, Manica, Sofala, Maputo (cidade e província) e Gaza.
Entre o final de fevereiro e o início de março, houve períodos com mais de 100 novos casos diários, mas os números têm vindo a cair nas semanas seguintes. A taxa de letalidade geral permanece em 1%, com 42 pessoas internadas no momento do relatório.
Vacinação de segunda dose
O Governo anunciou a realização de uma segunda dose de vacina contra a cólera para 3,5 milhões de pessoas, em nove distritos, até 9 de abril. A iniciativa, que abrange Beira e Morrumbala, Moatize, Tete, Nampula e Cabo Delgado, visa conter o surto nas áreas com registos recentes. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, após a sessão em Maputo.
Entre na conversa da comunidade