Um estudo realizado pela Universidade Radboud, dos Países Baixos, analisa o número mínimo de dias de férias necessários para o verdadeiro descanso. A investigação foca-se na recuperação a longo prazo e na relação entre pausas frequentes e o bem-estar, com publicação no Journal of Happiness.
A pesquisa envolveu 54 trabalhadores, com idade média de cerca de 42,5 anos. Monitorizou períodos de férias com duração entre 15 e 34 dias, tendo uma média de 23. Os questionários foram aplicados antes das férias, três a quatro vezes durante o descanso e uma avaliação após o regresso.
Ao longo do estudo, observou-se um aumento rápido de saúde e bem‑estar durante as férias, atingindo o pico por volta do oitavo dia. Contudo, o tédio começou a surgir a partir do 11º dia, e ao nono dia de regresso os níveis de cansaço voltaram ao patamar anterior.
Os investigadores destacam que os benefícios se manteram apenas temporariamente, sugerindo que a qualidade das experiências durante as férias influencia a duração do efeito pós-férias. Atividades que proporcionem prazer, relaxe e sensação de controlo parecem especialmente relevantes.
Para a coordenadora Jessica de Bloom, a diversidade de atividades é crucial. Em vez de um único período longo por ano, recomenda-se planear vários momentos de descanso mais curtos ao longo do ano para manter níveis de bem‑estar mais elevados.
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