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Cânula simples devolve a voz a José, após meses nos cuidados intensivos

Cânula devolve a voz a José, 66 anos, na unidade de cuidados intensivos do São João; o projeto visa mitigar a incapacidade de falar com dispositivos temporários

José está internado nos cuidados intensivos desde Setembro
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  • O Hospital São João, no Porto, usa dispositivos temporários para reduzir os impactos da incapacidade de falar em internamentos prolongados nos cuidados intensivos.
  • O projeto do São João pretende devolver a voz a doentes que não conseguem falar durante longas admissões hospitalares.
  • José, de 66 anos, está nos cuidados intensivos e, pela primeira vez em meses, ouve a própria voz durante o treino com a enfermeira e a terapeuta da fala.
  • O recurso utilizado é uma cânula pequena que permitiu a articulação de números em voz alta, entre a ronda de hoje.
  • Mesmo acordado e capaz de comunicar com a equipa, José permanece entre os pacientes em estado grave.

O projeto do Hospital de São João, no Porto, está a testar uma cânula de pequeno porte capaz de devolver a voz a pacientes em cuidados intensivos que permanecem longos períodos incapazes de falar. A iniciativa surge para reduzir os impactos da paralisia temporária da fala associada a internamentos prolongados.

José, de 66 anos, é um dos pacientes envolvidos. Há meses sob cuidados intensivos, ele já demonstra progressos ao conseguir articular sons enquanto recebe treino de voz. A recuperação auditiva da própria voz é um marco ao lado da enfermeira e da terapeuta da fala na sua cama.

O objetivo é permitir que doentes em estado grave recuperem a capacidade de comunicar de forma mais rápida e menos cansativa, sem depender apenas de sinais ou de comunicação por apoio externo. O método utiliza dispositivos mínimos, desenhados para uso temporário em unidades críticas.

Dispositivo e perspetivas

A equipa médica explica que a intervenção pretende diminuir o tempo de recuperação da comunicação verbal, contribuindo para o bem-estar emocional e para a participação do doente no seu acompanhamento. O programa é ainda uma fase piloto com monitorização constante.

A instituição adianta que, para já, o foco é reduzir os efeitos da incapacidade de falar durante a hospitalização prolongada. Em caso de resultados positivos, o projeto poderá ser alargado a mais doentes em cuidados intensivos do hospital.

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