- O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no Porto, celebra 10 anos a apostar na medicina de precisão, baseada na genética do doente, com potencial para vacinas contra o cancro.
- O diretor, Claudio Sunkel, afirma que os tratamentos devem ser direcionados às características genéticas de cada pessoa, especialmente no cancro, onde o ritmo de avanços é rápido.
- O i3S está a desenvolver, em bio-impressão, métodos que podem substituir parte dos ensaios em animais, cultivando amostras de doentes em impressoras 3D para acelerar processos.
- A instituição destaca resultados e financiamentos relevantes: sete bolsas do Conselho Europeu de Investigação, mais de cem milhões de euros, e mais de setecentos projetos de investigação financiados, além de quarenta e oito mil doutorandos/bolsistas?
- O i3S nasceu da fusão de três centros da Universidade do Porto (IBMC, INEB e Ipatimup), inaugurando, em maio, um campus de 18 mil metros quadrados financiado com 18 milhões de euros de fundos comunitários.
O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), do Porto, celebra 10 anos a apostar na medicina de precisão, centrada na genética do doente. O objetivo é melhorar tratamentos e abrir caminho a vacinas contra o cancro, segundo o diretor do instituto. A data foi anunciada nesta quarta-feira.
O responsável afirmou que os tratamentos devem ser mais direcionados às características genéticas da pessoa. Quanto mais se conhecem as bases genéticas das doenças, mais eficazes podem ser os tratamentos, especialmente no cancro, onde o desenvolvimento tem sido rápido.
O i3S reforça que o cancro de cada pessoa é único, exigindo abordagens diferenciadas. A instituição tem explorado a possibilidade de ativar o sistema imunitário de cada paciente para combater o cancro. A medicina de precisão, também designada por genómica, é vista como uma área prioritária para o futuro, sem excluir outras patologias.
A instituição já mantém dois grandes projetos na área, com ambição de colocar Portugal num patamar de referência a nível global. O i3S tem apresentado candidaturas relevantes para consolidar o Norte de Portugal como polo de desenvolvimento da medicina de precisão.
Investimento e impacto
O i3S resultou da fusão de três centros da Universidade do Porto e já destacou a captação de financiamento e talento. A universidade investiu num novo edifício de 18 mil metros quadrados, com 21,5 milhões de euros de custo, financiados majoritariamente por fundos comunitários.
A instituição aponta para o avanço da bio-impressão como próximo passo. A técnica pode reduzir o uso de animais em testes, substituindo-os por amostras cultivadas em laboratório, o que acelera processos e facilita o desenvolvimento de fármacos.
Entre os números de referência, o director aponta para bolsas do Conselho Europeu de Investigação, acumulando mais de 100 milhões de euros, e para mais de 700 projetos de investigação financiados, com cerca de 175 milhões de financiamento competitivo.
O i3S emprega acima de 1.300 pessoas, entre investigadores, técnicos e estudantes, com participação de mais de 39 nacionalidades. O conjunto de projetos já ultrapassa 300, acompanhando áreas como doença de Crohn e recuperação do sistema nervoso após acidentes, entre outras.
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