O serviço de apoio domiciliário privado tem crescido de forma rápida, sem uma regulamentação que acompanhe esse desenvolvimento. Investigações conduzidas no ISCSP revelam preocupações sobre a qualidade e a segurança dos cuidados prestados a idosos e grupos vulneráveis.
As investigadores Maria Irene Carvalho e Carla Ribeirinho, da Universidade de Lisboa, acompanharam a evolução desde o final dos anos 1990, quando a oferta privada era quase inexistente. Hoje, o setor é significativamente maior, mas a ausência de atualização normativa persiste.
O estudo aponta riscos associados a este crescimento descontrolado, nomeadamente na fiabilidade dos serviços, na formação dos profissionais e na proteção dos utentes. A falta de regras claras pode impactar a consistência dos cuidados e a supervisão apropriada.
Recomendações para um novo modelo
Os autores defendem um modelo regulado, com financiamento diferenciado, formação adequada e valorização das carreiras no apoio domiciliário. O objetivo é garantir padrões sistemáticos de qualidade e segurança, assegurando maior proteção para quem recebe estes serviços.
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