- Noelia Castillo, jovem espanhola de 25 anos, deverá morrer esta quinta-feira através de um protocolo de eutanásia, com duração aproximada de quinze minutos e a administração de três fármacos.
- A decisão foi reconhecida legalmente desde julho de 2024, após uma longa batalha judicial frente à oposição do pai; o caso passou por várias instâncias, incluindo o Tribunal Supremo e o Tribunal Constitucional, que validaram o direito à autodeterminação.
- Castillo tornou-se paraplégica em 2022 após uma queda, vivendo com dores crónicas e sofrimento psicológico intenso, tendo sido considerada “não recuperável” e fisicamente dependente.
- Apesar da aprovação inicial das autoridades de saúde da Catalunha, o processo foi suspenso por ordem judicial devido à contestação familiar.
- A jovem vive longe dos pais desde os 13 anos, sob tutela da Generalitat da Catalunha, e afirmou querer enfrentar o momento final sozinha, mantendo a sua autonomia até ao fim.
Noelia Castillo, jovem espanhola de 25 anos, está prestes a morrer por eutanásia esta quinta-feira na Catalunha. Paraplégia desde uma queda em 2022, ela aguardava há 601 dias para exercer o direito reconhecido em julho de 2024, após um protocolo de cerca de 15 minutos que envolve a administração de três fármacos.
O processo foi alvo de discussão pública devido à oposição do pai, que contestou a decisão em tribunal. O caso percorreu várias instâncias, incluindo o Supremo e o Constitucional, que acabaram por confirmar a legalidade da decisão e o direito de autodeterminação de Noelia Castillo.
A jovem sofria com dores crónicas e sofrimento psicológico intenso, condições consideradas não recuperáveis e que, segundo o jornal El País, cumpriam os requisitos legais para o acesso à morte medicamente assistida. O conflito familiar intensificou-se ao longo do processo, com Noelia a descrever impactos emocionais graves.
A relação com o pai foi marcada por tensões, com a jovem a afirmar que o progenitor se mantinha distante e a questionar o motivo de continuar viva se não poderia apoiar‑a. Noelia viveu longe dos pais desde os 13 anos, sob tutela da Generalitat da Catalunha, em centros de acolhimento para menores.
Ao optar pelo desfecho, Noelia insistiu na sua autonomia mesmo diante do escrutínio público e familiar, afirmando desejar terminar o processo de forma discreta e sem testemunhas. O caso continua a ser acompanhado por entidades de saúde e defesa dos direitos fundamentais.
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