- O responsável do SNS afirmou que, durante o apagão de 28 de abril de 2025, praticamente nenhum hospital tinha combustível suficiente para três dias de energia.
- Na altura, houve abastecimento local, mas com dificuldades em Lisboa; em Leiria o SNS já estava mais preparado para responder.
- O apagão expôs vulnerabilidades que, segundo Álvaro Santos Almeida, foram corrigidas desde então, embora não confirme se todos os hospitais têm autonomia para 72 horas.
- A maior fragilidade permanece nas comunicações; um grupo de trabalho apresentou ao Governo um plano para um centro de comunicações alternativo para o SNS.
- No dia do apagão, a maior parte das unidades conseguiu abastecer-se de combustível, com situação específica em Lisboa nas Maternidade Alfredo da Costa, Hospital dos Capuchos e em S. José, que necessitaram de camiões cisterna.
Na terça-feira, o director executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Santos Almeida, afirmou perante a comissão parlamentar de Ambiente e Energia que, em 2025, quase nenhum hospital tinha autonomia para três dias de energia. O episódio ocorreu num apagão que afetou o país a 28 de abril de 2025.
O responsável explicou que, na altura, os hospitais tinham algum combustível, mas a distribuição foi feita localmente, com exceção da região de Lisboa, onde houve maior dificuldade. Em janeiro, durante as tempestades que afetaram Leiria, o SNS já contava com uma resposta preparada para energia e comunicações.
Apesar de reconhecer melhorias, o diretor reiterou que não confirmou se todos os hospitais podem assegurar 72 horas de autonomia. Hoje, a principal fragilidade identificada continua a ser o sistema de comunicações, para o qual já foi apresentado ao Governo um plano de centro alternativo.
Na tarde do dia do apagão, a direção do SNS informou problemas de abastecimento em Lisboa. Pelas 20h, a Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital dos Capuchos estavam a ser abastecidos por camião cisterna, enquanto outras unidades tinham autonomia de apenas algumas horas.
O episódio levou a uma reavaliação de vulnerabilidades, com medidas já implementadas para evitar falhas futuras. O SNS também indicou que os geradores passam por testes regulares para assegurar funcionamento em situações de emergência.
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