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Praticamente nenhum hospital estava preparado em 2025 para apagão de três dias

Serviço Nacional de Saúde (SNS) indica que, no apagão de 2025, quase nenhum hospital tinha autonomia para três dias de energia; melhorias já implementadas e plano de comunicações

Praticamente nenhum hospital estava preparado em 2025 para apagão de três dias
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  • O diretor-executivo do SNS, Álvaro Santos Almeida, disse que no apagão de 2025 praticamente nenhum hospital tinha combustível suficiente para três dias.
  • Na altura, as unidades conseguiram abastecer-se localmente, com exceção da região de Lisboa, onde houve mais dificuldades.
  • Em janeiro, durante tempestades em Leiria, o SNS afirmou estar preparado para responder a necessidades de energia, tendo corrigido vulnerabilidades desde então.
  • Um grupo de trabalho já apresentou ao Governo um plano para um centro de comunicações alternativo do SNS.
  • Atualmente, os geradores são testados regularmente e a maior fragilidade identificada prende-se às comunicações.

O diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Santos Almeida, afirmou aos deputados que, durante o apagão de 28 de abril de 2025, praticamente nenhum hospital tinha combustível suficiente para manter três dias de funcionamento. A declaração foi feita numa comissão parlamentar de Ambiente e Energia, no âmbito de um grupo de trabalho sobre o evento.

O responsável explicou que, naquele dia, as falhas ficaram sob controlo em geral, com as unidades a conseguir abastecer-se localmente. Apenas na região de Lisboa houve dificuldades, enquanto em Leiria houve maior preparação para enfrentar a interrupção. O SNS considera que o episódio expôs vulnerabilidades, que já começaram a ser corrigidas.

Autonomia dos hospitais e planos de contingência

Santos Almeida disse que, a partir do apagão, não ficou claro se todos os hospitais do país possuem autonomia para 72 horas sem energia. O foco atual dirige-se sobretudo às comunicações, apontadas como fragilidade no incidente de janeiro e agora também no de abril. Um grupo de trabalho apresentou ao Governo um plano para um centro de comunicações alternativo do SNS.

No dia do apagão, a maior parte das unidades adquiriu combustível para os geradores, mas Lisboa registou falhas em unidades como o Hospital de São José, os Capuchos e a Maternidade Alfredo da Costa. Pelas 20h00, aquele último hospital e os Capuchos já recebiam combustível via camião cisterna, após alerta da direção do SNS sobre escassez de combustível.

Situação atual e próximos passos

Álvaro Santos Almeida destacou que os geradores são, entretanto, sujeitos a testes regulares para assegurar funcionalidade. Respondendo a perguntas dos deputados, o responsável reiterou que a resposta à crise de abril envolveu ações rápidas de abastecimento, mas não especificou o nível atual de autonomia de cada hospital. O objetivo é reforçar resiliência e evitar novas carências durante eventuais interrupções prolongadas.

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