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Governo não consegue atribuir médico de família a todos até 2027

Governo admite que não atribuirá médico de família a todos os utentes até 2027, devido a inscrições diárias, destacando a necessidade de reconfigurar competências locais

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins
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  • O Governo admite não conseguir atribuir médico de família a todos os utentes até 2027, devido ao registo diário de novas pessoas nos centros de saúde.
  • A ministra da Saúde destacou que o desafio é complexo e novo nos últimos cinco anos, exigindo acomodação no Serviço Nacional de Saúde.
  • Existem várias vias em estudo, incluindo as unidades de saúde familiar (USF) modelo B e o projeto Bata Branca, com colaboração entre unidades locais de saúde, misericórdias e autarquias.
  • A requalificação do centro de saúde de Fátima ficou concluída por 1,8 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, numa região com cerca de 1.200 utentes sem médico de família.
  • Em Ourém, a autarquia aponta que o concelho continua com cerca de 16 mil utentes sem médico de família, recorrendo a teleconsulta e ao Bata Branca para assegurar atendimento.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que o Governo não conseguirá atribuir médico de família a todos os utentes até 2027. A razão apresentada é o fluxo diário de novas inscrições nos centros de saúde, que complica o objetivo dentro do Serviço Nacional de Saúde.

Martins destacou que o desafio é novo nos últimos cinco anos e requer ajustes na organização do SNS. A governante enalteceu a cooperação entre poderes local e central e admitiu que a transferência de competências da saúde para as autarquias precisa de aperfeiçoamento para que seja benéfica e com contrapartidas claras.

A ministro mencionou ainda que a ambição de garantir médico de família a todos os utentes não será abandonada. Todos os anos há progressos, porém surgem novos utentes no Registo Nacional de Utentes, o que mantém o desafio em aberto.

Estratégias e vias

Entre as alternativas destacadas está o modelo B das Unidades de Saúde Familiar, visto como mais atrativo para profissionais e com bons resultados. Além disso, surge o projeto Bata Branca, que assegura consultas a utentes sem médico de família através de colaboração entre unidades locais de saúde, misericórdias e autarquias.

A requalificação do centro de saúde de Fátima teve um custo de 1,8 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O presidente da Junta de Fátima afirmou que a freguesia ainda tem cerca de 1.200 utentes sem médico de família, reforçando a necessidade de respostas locais.

Na Câmara de Ourém, o presidente Luís Albuquerque reiterou que o concelho continua com cerca de 16 mil utentes sem médico de família, ainda que estejam assistidos via Bata Branca e teleconsulta. Propôs ainda a criação de um centro de atendimento clínico e de uma USF no centro da sede do município, para reduzir deslocações ao hospital local.

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