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Silêncio do cancro colorretal complica diagnóstico precoce

O silêncio inicial do cancro colorretal atrasa o diagnóstico; o rastreio a partir dos 50 anos permite detecção precoce e tratamento mais eficaz

Cancro
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  • Março é o mês de sensibilização para o rastreio do cancro colorretal; o rastreio é recomendado a partir dos 50 anos e é indicado para pessoas sem sintomas.
  • O cancro colorretal é o cancro com maior incidência no país, com entre 10 mil e 11 mil novos casos por ano.
  • Fatores de risco incluem doença inflamatória intestinal crónica (doença de Crohn ou colite ulcerosa) e historial familiar; hábitos diários como consumo elevado de carnes processadas, açúcares e refrigerantes, bem como baixa ingesta de legumes e fruta, álcool e tabagismo.
  • Os sintomas variam conforme o local do tumor: no cólon direito podem ser silenciosos; no cólon esquerdo há perdas de sangue visíveis e poderão surgir cólicas, dor abdominal e alterações no trânsito intestinal.
  • O rastreio utiliza o teste de sangue oculto nas fezes; se detectar sangue, procede-se a colonoscopia. O tratamento é personalizado e pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia; a taxa de cura em estágios iniciais é cerca de 80%.

O cancro colorretal é o tumor com maior incidência globalmente em Portugal. Este mês de março foca a sensibilização para o rastreio, indicado a partir dos 50 anos, mesmo na ausência de sintomas. O objetivo é reduzir diagnósticos tardios.

A médica Anabela Barros, diretora do Serviço de Oncologia da ULS de Coimbra, explica que fatores de risco são diversos. Doenças inflamatórias intestinais, historial familiar e hábitos diários elevam a probabilidade de desenvolver a doença.

O rastreio é essencial para diagnóstico precoce. O teste do sangue oculto nas fezes, simples e indolor, envolve três amostras recolhidas em dias diferentes. Pode revelar anomalias mesmo sem sinais clínicos.

Os tumores podem surgir no cólon direito ou esquerdo. No direito, o sangramento pode passar despercebido, levando à anemia sem alterações claras de hábitos. No esquerdo, o sangramento é mais visível e surgem cólicas e obstruções precoces.

Pólipos benignos (adenomas) podem evoluir para cancro. A doença pode disseminar-se para gânglios linfáticos e depois para o fígado ou pulmões, configurando metástases. A detecção precoce facilita opções de tratamento.

O rastreio, pedido nos cuidados primários, identifica irregularidades e pode levar a uma colonoscopia quando há sangue nas fezes. Os pólipos removidos são depois analisados para confirmar benignidade ou malignidade.

O tratamento é personalizado e discutido numa reunião multidisciplinar. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia são opções, com moléculas direcionadas e imunoterapia em casos metastizados. Em estágios iniciais, a taxa de cura em cinco anos é superior a 80%.

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