Cerca de uma em cada cinco pessoas tem níveis elevados de Lp(a), o que aumenta o risco de doença cardiovascular aterosclerótica, mesmo quando outros parâmetros estão normais. A Lp(a) é geneticamente determinada e pouco se altera com dieta ou exercício.
A partícula transporta colesterol e gorduras, mas a sua estrutura inclui a apolipoproteína B e a apolipoproteína(a), tornando-a seis vezes mais perigosa que o LDL. O nível de Lp(a) é definido sobretudo pelo ADN.
Como não é um exame de rotina, muitos cidadãos desconhecem o valor da Lp(a) e o seu impacto no risco cardíaco. Nos últimos anos, há maior reconhecimento por parte de autoridades de saúde.
O reconhecimento a nível institucional
O Plano Europeu de Saúde Cardiovascular aponta a Lp(a) como contribuinte relevante para a carga de doença na Europa. A Declaração de Bruxelas apela à integração da Lp(a) na avaliação de risco.
Em Portugal, a norma da Direção-Geral da Saúde, atualizada em 2025, recomenda medir a Lp(a pelo menos uma vez na vida. Isto acompanha o Plano Estratégico para a Saúde Cardiovascular, da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.
Ainda não há tratamento específico para baixar a Lp(a), mas ensaios clínicos mostram avanços promissores. Enquanto isso, a prevenção cardiovascular passa pela redução do LDL, controlo da pressão e glicemia, cessação do tabagismo e alimentação equilibrada.
Identificar a Lp(a) representa uma antecipação do risco hereditário e pode favorecer uma intervenção preventiv a mais eficaz. O diagnóstico facilita o planeamento familiar e escolhas de estilo de vida.
No Dia da Lp(a), celebrado a 24 de março, o apelo é simples: converse com o seu médico e peça a medição da Lp(a). Identificar este risco pode fazer diferença na prevenção cardiovascular.
Entre na conversa da comunidade