- Cerca de um quinto da população tem níveis elevados de Lipoproteína(a) e, para essas pessoas, o risco de doença cardiovascular aterosclerótica é superior, mesmo com outros parâmetros normais.
- A Lp(a) é determinada geneticamente em mais de 90% e combina apolipoproteína B com apolipoproteína(a), tornando-a mais perigosa que o LDL.
- O Plano Europeu de Saúde Cardiovascular reconhece a Lp(a) como contributo relevante para a carga de doença na Europa, com apelo à sua integração na avaliação de risco.
- Em Portugal, a Norma da Direção-Geral da Saúde (2025) recomenda medir a Lp(a) pelo menos uma vez na vida, alinhada com o Plano Estratégico para a Saúde Cardiovascular.
- Não existe tratamento específico para reduzir a Lp(a) ainda, mas há ensaios clínicos promissores; quem tem Lp(a) elevada deve reforçar a redução do LDL, controlar a pressão arterial e a glicemia, evitar o tabagismo, manter atividade física e uma alimentação equilibrada.
Cerca de uma em cada cinco pessoas tem níveis elevados de Lp(a), o que aumenta o risco de doença cardiovascular aterosclerótica, mesmo quando outros parâmetros estão normais. A Lp(a) é geneticamente determinada e pouco se altera com dieta ou exercício.
A partícula transporta colesterol e gorduras, mas a sua estrutura inclui a apolipoproteína B e a apolipoproteína(a), tornando-a seis vezes mais perigosa que o LDL. O nível de Lp(a) é definido sobretudo pelo ADN.
Como não é um exame de rotina, muitos cidadãos desconhecem o valor da Lp(a) e o seu impacto no risco cardíaco. Nos últimos anos, há maior reconhecimento por parte de autoridades de saúde.
O reconhecimento a nível institucional
O Plano Europeu de Saúde Cardiovascular aponta a Lp(a) como contribuinte relevante para a carga de doença na Europa. A Declaração de Bruxelas apela à integração da Lp(a) na avaliação de risco.
Em Portugal, a norma da Direção-Geral da Saúde, atualizada em 2025, recomenda medir a Lp(a pelo menos uma vez na vida. Isto acompanha o Plano Estratégico para a Saúde Cardiovascular, da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.
Ainda não há tratamento específico para baixar a Lp(a), mas ensaios clínicos mostram avanços promissores. Enquanto isso, a prevenção cardiovascular passa pela redução do LDL, controlo da pressão e glicemia, cessação do tabagismo e alimentação equilibrada.
Identificar a Lp(a) representa uma antecipação do risco hereditário e pode favorecer uma intervenção preventiv a mais eficaz. O diagnóstico facilita o planeamento familiar e escolhas de estilo de vida.
No Dia da Lp(a), celebrado a 24 de março, o apelo é simples: converse com o seu médico e peça a medição da Lp(a). Identificar este risco pode fazer diferença na prevenção cardiovascular.
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