O Governo dos Açores criou um grupo de trabalho para desenvolver um projeto-piloto que reforça a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde em situações de emergência e catástrofe. A medida foi anunciada na terça-feira, pelo governo regional.
O despacho, publicado na segunda-feira no Jornal Oficial, nomeia Mónica Seidi, secretária regional da Saúde e Segurança Social, como responsável pela criação do grupo. O objetivo é articular um modelo inovador inspirado em iniciativas internacionais, com foco em territórios remotos.
O projeto-piloto Walking Blood Banks envolve a constituição de bolsas locais de dadores de sangue previamente identificados, avaliados e acompanhados, para mobilização rápida nas ilhas Graciosa, Flores e Santa Maria.
Contexto e objetivos
A iniciativa pretende assegurar disponibilidade de sangue de forma rápida e segura, mesmo em cenários de exceção, reduzindo a dependência de fatores externos. O Governo aponta a importância da resiliência no arquipélago, onde constrangimentos logísticos podem comprometer a resposta em tempo útil.
Composição e competências do grupo
O grupo integra o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, a Direção Regional da Saúde e os três hospitais da região: Ponta Delgada, Terceira e Horta. São definidos critérios de seleção de dadores, protocolos clínicos e operacionais, e mecanismos de monitorização.
Implementação e avaliação
Entre as funções estão o guia técnico-operacional e a avaliação contínua do projeto. O grupo terá caráter temporário, acompanhando todas as fases até à implementação. Posteriormente, pode haver extensão do modelo às restantes ilhas.
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