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Sangue de pitão aponta pistas sobre peso, músculos e microbiota intestinal

Molécula no sangue de pítons sinaliza saciedade, abrindo caminho a terapias de perda de peso, ainda sem testes em humanos

Metabolismo das pitões pode inspirar terapias de emagrecimento
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  • Investigação identifica a molécula para-tiramina-O-sulfato (pTOS) no sangue de pítons, que sinaliza saciedade ao cérebro.
  • Logo a seguir à refeição, o coração da píton aumenta vinte e cinco por cento e o metabolismo acelera quatro mil vezes, com pTOS a subir mais de mil vezes; em humanos, o pTOS sobe entre duas e cinco vezes.
  • A via envolve tirosina convertida por bactérias intestinais em tiramina, que o fígado transforma em pTOS e que viaja até ao cérebro para reduzir o apetite.
  • Em ratos, o pTOS reduziu a ingestão alimentar e o peso sem alterações significativas na atividade física, gasto energético ou glicemia.
  • Ainda não há estudos em humanos; a eficácia pode variar em pessoas com pré-diabetes ou diabetes tipo dois.

Crios de pitões inspiram novas pesquisas sobre metabolismo e controlo do apetite. Cientistas dos EUA identificaram uma molécula no sangue das serpentes que pode sinalizar saciedade ao cérebro, abrindo portas a terapias para perda de peso mais suaves.

A descoberta envolve as pítons constritoras, que se alimentam de grandes presas e podem jejuar meses. A molécula, chamada pTOS, foi encontrada pela equipa da Universidade do Colorado Boulder, com colaboração de Stanford Medicine e Baylor. Publicação na Nature Metabolism.

O que aconteceu e onde

  • Investigação liderada pela professora Leslie Leinwand, em Boulder, EUA.
  • Analisar o sistema digestivo de pítons africanas, asiáticas e australianas.
  • O estudo verificou respostas metabólicas extremas após a alimentação.

Como funciona o pTOS

  • Logo após a refeição, o coração píton cresce 25% e o metabolismo dispara.
  • O pico de pTOS supera 1.000 vezes o nível basal no sangue.
  • Em humanos, pTOS também aumenta após comer, ainda que de forma moderada.

Porquê é relevante

  • A molécula atua através da tirosina, convertida pelas bactérias intestinais em tiramina, que o fígado transforma em pTOS.
  • O pTOS viaja ao cérebro para sinalizar saciedade, potencialmente reduzindo o apetite.
  • Este mecanismo difere do GLP-1, alvo de fármacos como Ozempic e Wegovy, com efeitos secundários comuns.

Resultados em modelos animais

  • Em ratos, a administração de pTOS reduziu a ingestão alimentar e o peso sem comprometer atividade física ou glicemia.
  • Os autores destacam que estes resultados ajudam a entender o papel das bactérias intestinais no metabolismo.

Limitações e próximos passos

  • Ainda não há estudos em humanos; efeitos podem variar com condições como pré-diabetes ou diabetes tipo 2.
  • A aplicação terapêutica requer avaliação de segurança, doses e possíveis efeitos adversos.
  • A equipa ressalta que o objetivo não é replicar a dieta das pítons, mas entender o sinal de saciedade.

Fontes e contexto

  • Publicação na Nature Metabolism com participação de universidades norte-americanas e de Stanford e Baylor.
  • A investigação enfatiza o papel da microbiota e do eixo intestino-cérebro na regulação do apetite.

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