A febre aftosa agravou-se na Europa, com novos focos identificados na Grécia e no Chipre. A DGAV pediu reforçar as medidas preventivas junto de produtores, veterinários, transportadores e lojistas, para conter a propagação.
Em 15 de março, foi confirmado um foco na ilha de Lesvos, Grécia, numa exploração de bovinos e ovinos com 288 animais. Foram aplicadas medidas de controlo, incluindo o abate dos animais afetados.
Na República de Chipre, o primeiro foco surgiu na região de Larnaka. Até ao momento, já foram confirmados 42 focos e foi iniciada vacinação de emergência, associada a outras medidas de biossegurança.
A situação envolve ainda a Turquia, país limítrofe à UE, que representa um risco adicional, com a doença já presente em África, Médio Oriente e Ásia. Desde 2025, têm sido reportados casos em Irão, Iraque e Líbano, entre outros.
Diante deste cenário, a DGAV apelou a todos os intervenientes para reforçar a limpeza e desinfeção de veículos e embarcações que transportam animais, bem como a limpeza de superfícies de manuseio de alimentos usados na alimentação animal.
Também se declarou proibida a alimentação de animais com restos de cozinha lavados e outros resíduos alimentares, e recomendou a destruição de subprodutos. Restos de comida acessíveis a javalis devem ser eliminados.
Qualquer ocorrência ou suspeita de febre aftosa deve ser comunicada de imediato à DGAV, para avaliação e eventuais medidas. A doença pode provocar diminuição da produção de leite, perda de apetite, abortos ou morte súbita, com possíveis vesículas na boca, lábios, tetas e coração. Não existe tratamento específico e a vacinação é permitida apenas em situações de emergência na UE.
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