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Febre aftosa agrava-se na Europa; apelo a reforço da prevenção

Febre aftosa agrava-se na Europa, com novos focos na Grécia e Chipre; DGAV apela a reforçar prevenção, com vigilância e vacinação de emergência

Febre aftosa afeta bovinos, ovinos, caprinos e suínos
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  • A febre aftosa agravou-se na Europa, com novos focos na Grécia (ilha de Lesvos) em março e no Chipre (região de Larnaka); na Grécia houve abate de 288 animais.
  • No Chipre já foram confirmados quarenta e dois focos e está em vigor vacinação de emergência; a Turquia, que faz fronteira com a UE, é um fator de risco adicional.
  • A DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária) apelou ao reforço das medidas preventivas em toda a cadeia agroalimentar e de transporte de animais.
  • Medidas recomendadas incluem limpeza e desinfeção de veículos e navios que transportam animais, proibição de lavaduras e restos de cozinha, e destruição de subprodutos de animais.
  • Qualquer ocorrência ou suspeita de febre aftosa deve ser comunicada à DGAV; a doença pode provocar queda da produção, diminuição do apetite,abortos, ou morte súbita, e não há tratamento; a vacinação na União Europeia é proibida, exceto em situação de emergência.

A febre aftosa agravou-se na Europa, com novos focos identificados na Grécia e no Chipre. A DGAV pediu reforçar as medidas preventivas junto de produtores, veterinários, transportadores e lojistas, para conter a propagação.

Em 15 de março, foi confirmado um foco na ilha de Lesvos, Grécia, numa exploração de bovinos e ovinos com 288 animais. Foram aplicadas medidas de controlo, incluindo o abate dos animais afetados.

Na República de Chipre, o primeiro foco surgiu na região de Larnaka. Até ao momento, já foram confirmados 42 focos e foi iniciada vacinação de emergência, associada a outras medidas de biossegurança.

A situação envolve ainda a Turquia, país limítrofe à UE, que representa um risco adicional, com a doença já presente em África, Médio Oriente e Ásia. Desde 2025, têm sido reportados casos em Irão, Iraque e Líbano, entre outros.

Diante deste cenário, a DGAV apelou a todos os intervenientes para reforçar a limpeza e desinfeção de veículos e embarcações que transportam animais, bem como a limpeza de superfícies de manuseio de alimentos usados na alimentação animal.

Também se declarou proibida a alimentação de animais com restos de cozinha lavados e outros resíduos alimentares, e recomendou a destruição de subprodutos. Restos de comida acessíveis a javalis devem ser eliminados.

Qualquer ocorrência ou suspeita de febre aftosa deve ser comunicada de imediato à DGAV, para avaliação e eventuais medidas. A doença pode provocar diminuição da produção de leite, perda de apetite, abortos ou morte súbita, com possíveis vesículas na boca, lábios, tetas e coração. Não existe tratamento específico e a vacinação é permitida apenas em situações de emergência na UE.

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