- A polpa de café pode ser utilizada em infusão ou incorporada em alimentos como pães, bolos, bolachas e iogurtes.
- Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e da Faculdade de Farmácia (FFUP), com colaboração da Rede de Química e Tecnologia (REQUIMTE/LAQV), concluíram que a polpa tem benefícios metabólicos relevantes, nomeadamente no controlo do peso, da glicose e da pressão arterial, em modelo experimental.
- Em uma dieta rica em frutose, a suplementação com polpa de café reduziu o ganho de peso, melhorou os níveis de glicose no sangue, diminuiu a resistência à insulina e atenuou a subida da pressão arterial.
- O estudo aponta que os componentes bioativos da polpa atuam de forma integrada em vias metabólicas, inflamatórias e vasculares, contribuindo para reduzir acumulação de gordura no fígado e perturbações no metabolismo da glicose; a polpa é rica em cafeína e fenólicos, com elevada atividade antioxidante.
- Já existem bolachas e bebidas com polpa de café, com boa aceitação sensorial, e a introdução seca da polpa no mercado da União Europeia foi autorizada; os investigadores defendem aplicações funcionais e tecnológicas, além de benefícios ambientais na cadeia de produção de café.
A polpa de café pode ter aplicação prática no controlo do peso, da glicose e da pressão arterial. Investigadores da FMUP e FFUP, em parceria com a REQUIMTE/LAQV, anunciaram estes benefícios. O estudo envolve o subproduto frequentemente descartado na produção do grão.
O trabalho, publicado em fevereiro na revista Antioxidants, revela que a suplementação com polpa de café reduz o ganho de peso, melhora a glicose no sangue e diminui a resistência à insulina em modelos com dieta rica em frutose. A investigação foca na síndrome metabólica.
A equipa avaliou de forma experimental as vias metabólicas, inflamatórias e vasculares, observando ainda menor acumulação de gordura no fígado. Os resultados destacam a relevância de bioativos da polpa na mitigação de várias perturbações.
Aplicações e produtos
A polpa pode ser usada em infusões ou integrada em alimentos como pães, bolos, bolachas e iogurtes. A REQUIMTE/LAQV já desenvolveu bolachas e bebidas com este subproduto, que registaram boa aceitação sensorial.
Os investigadores destacam que a polpa seca de café já recebeu autorização para entrada no mercado da União Europeia. Pretende-se que este recurso evolua para alimentos funcionais e ingredientes tecnológicos.
Perspetivas e impacto
O estudo sublinha potencial multifuncional da polpa, abrindo caminho para novos produtos económicos e práticas agrícolas mais sustentáveis. A implementação pode reduzir o impacto ambiental da produção de café, ajudando na gestão de resíduos.
Este trabalho integra o projeto COBY4HEALTH, coordenado pela REQUIMTE e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
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