- Autarcas das margens norte e sul do Tejo vão solicitar reuniões com grupos parlamentares na Assembleia da República para sensibilizar para as consequências negativas do encerramento de urgências obstétricas.
- O Governo decidiu encerrar as urgências de ginecologia e obstetrícia no Hospital de Vila Franca de Xira, encaminhando utentes para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.
- As reuniões visam destacar o impacto para a população, especialmente quem fica mais longe das futuras urgências regionais.
- Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira (PS), afirmou que os municípios acordaram avançar com a sensibilização em conjunto junto dos grupos parlamentares.
- Na margem sul, autarcas de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal são contra o encerramento da urgência de obstetrícia do Barreiro, frente à abertura da nova urgência regional no Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Os presidentes de câmara afetados pelo encerramento das urgências obstétricas anunciaram que vão pedir reuniões aos grupos parlamentares na Assembleia da República. A finalidade é sensibilizar para as consequências negativas da decisão do Governo, segundo informações reunidas entre os autarcas. As medidas implicam o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia no Hospital de Vila Franca de Xira, com encaminhamento de utentes para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.
A reunião ocorreu nos Paços do Concelho de Vila Franca de Xira, após contactos com autarquias da margem norte e da margem sul do Tejo. O objetivo é apresentar, de forma conjunta, o diagnóstico do território e pedir aos grupos parlamentares que contrariem ou mitigem os impactos da mudança para as comunidades.
Segundo o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, há preocupações sobre a acessibilidade às futuras urgências regionais, que passam a ficar mais próximas de Almada e Loures. O agrupamento de autarquias pretende mobilizar o parlamento para discutir alternativas e prazos de implementação.
Contexto e abrangência regional
Na margem norte, os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal estão entre os afetados pela nova organização, que envolve a ativação da urgência regional no Hospital Garcia de Orta, em Almada. A medida visa concentrar serviços, com o objetivo de melhorar recursos e resposta, segundo a gestão hospitalar.
Da margem sul, os autarcas também contestam o encerramento da urgência de obstetrícia do hospital do Barreiro. Este território permanece atento à entrada em funcionamento da nova urgência regional. A posição comum dos autarcas é exigir soluções que assegurem a continuidade de cuidados no acesso às emergências obstétricas.
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