- Dois anos após a organização do SNS em unidades locais de saúde (ULS), o modelo está em fase de consolidação.
- Um estudo da Entidade Reguladora da Saúde aponta vantagens e desvantagens do novo modelo, conforme relato de gestores das ULS.
- A progressão aponta menos exames repetidos, mas as pessoas continuam a deslocar-se aos centros de saúde para resolver burocracias.
- O modelo de integração de cuidados levou a uma maior internalização dos exames, em especial das análises clínicas.
- Persistem constrangimentos relacionados com a burocracia na resolução de procedimentos nos centros de saúde.
Dois anos após a reorganização do Serviço Nacional de Saúde em unidades locais de saúde (ULS), o modelo está em fase de consolidação. O trabalho analisa vantagens e constrangimentos segundo um estudo da Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
Segundo o estudo, há melhoria na coordenação de cuidados, mas surgem desafios na organização interna e na gestão de recursos. A ERS avalia a implementação ao nível regional e nacional, com dados de várias ULS.
Entre as notas dos gestores, destaca-se a maior internalização de exames, nomeadamente de análises clínicas, com o objetivo de reduzir deslocações entre unidades. A mudança tem impactos variados na prática clínica.
Apesar dos ganhos, persiste a necessidade de deslocações para resolver questões administrativas. Em alguns casos, continuam a ocorrer visitas ao centro de saúde para dar seguimento a burocracias antes resolvidas pela via clínica.
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