- A endometriose afeta uma em dez mulheres em idade reprodutiva e provoca dor pélvica, irregularidades menstruais e desconforto durante relações sexuais.
- Uma análise ao sangue para detetar a doença identificou 80 % dos casos e afastou com precisão 97,5 % das mulheres sem a doença.
- O teste, desenvolvido pela empresa norte‑americana HerAnova Lifesciences, também conseguiu detectar corretamente 61,5 % dos casos que não tinham sido vistos em exames imagiológicos.
- O estudo envolveu 298 mulheres submetidas a cirurgia para confirmar a endometriose, com 177 casos confirmados.
- Os investigadores vão apresentar os resultados na reunião anual do Colégio Americano e Global de Especialistas em Endometriose, em Las Vegas, com elogios à abordagem não invasiva.
A análise ao sangue para detetar endometriose mostrou-se capaz de identificar casos que não tinham sido detetados por ecografias ou ressonâncias magnéticas. O estudo envolve 298 mulheres em idade reprodutiva, sujeitas a cirurgia para confirmação da doença.
Entre as participantes, 177 tinham endometriose confirmada. O teste revelou 80% de sensibilidade e 97,5% de especificidade ao excluir a doença em não-afligidas. Resultados apresentados numa reunião médica esta semana.
Para além disso, o teste identificou corretamente 61,5% dos casos não detetados previamente por imagiologia. A análise foi desenvolvida pela empresa norte-americana HerAnova Lifesciences.
Avanços e perspetivas
A endometriose permanece subdiagnosticada, com impactos na dor pélvica, menstruação irregular e desconforto durante relações sexuais. A equipa de investigação visa ampliar o conjunto de ferramentas de diagnóstico não invasivas.
Os investigadores planeiam apresentar o relatório na reunião anual do Colégio Americano e Global de Especialistas em Endometriose, em Las Vegas. Farideh Bischoff, diretora médica da HerAnova, destacou o potencial do teste para o futuro diagnóstico.
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