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Alteração climática pode provocar 500 mil mortes prematuras nos próximos 25 anos

Estudo da The Lancet Global Health alerta que calor extremo pode provocar até 0,70 milhões de mortes prematuras anuais até 2050, com perdas de produtividade

Imagem de contexto do artigo Esta alteração meteorológica pode provocar cerca de meio milhão de mortes prematuras nos próximos 25 anos
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  • Um estudo divulgado pela The Lancet Global Health estima que, até 2050, o aumento das temperaturas poderá provocar entre 0,47 e 0,70 milhões de mortes prematuras adicionais por ano, com perdas de produtividade entre 2,40 e 3,68 mil milhões de dólares.
  • A investigação indica que, por cada mês com média superior a 27,8 °C, a inatividade física aumenta globalmente em 1,5 pontos percentuais, sendo maior nos países de rendimento baixo e médio.
  • As regiões mais impactadas devem incluir América Central, Caraíbas, África Subsariana Oriental e Sudeste Asiático Equatorial, onde o efeito pode ser superior a quatro pontos percentuais por mês.
  • Entre as medidas recomendadas estão tornar as cidades mais frescas, criar espaços climatizados acessíveis para exercício físico e emitir orientações claras para lidar com calor extremo; as projeções reconhecem incertezas.
  • O relatório também enfatiza a urgência de reduzir emissões de gases com efeito de estufa, para não comprometer metas de saúde global e a produtividade económica frente ao calor.

O estudo divulgado pela Lancet Global Health aponta que o aumento das temperaturas, previsto por alterações climáticas, pode provocar centenas de milhares de mortes prematuras e reduzir a atividade física global até 2050. Os investigadores pedem medidas para tornar as cidades mais frescas e oferecer espaços climatizados para prática de exercício.

Segundo o modelo utilizado, cada mês com temperatura média superior a 27,8 °C pode aumentar a inatividade física global em 1,5 pontos percentuais. Em países de rendimento baixo e médio, o impacto pode chegar a 1,85 pontos percentuais, com menor efeito nos países de rendimento elevado.

A projeção indica entre 0,47 e 0,70 milhões devidas mortes prematuras adicionais por ano até 2050, além de perdas de produtividade entre 2,40 e 3,68 mil milhões de dólares anuais. Regiões mais quentes devem registar os maiores aumentos de inatividade.

Impacto esperado até 2050

O estudo analisa dados de 156 países entre 2000 e 2022 para estimar efeitos futuros. A América Central, Caraíbas, África Subsariana Oriental e Sudeste Asiático Equatorial aparecem entre as regiões mais vulneráveis a temperaturas elevadas.

Os autores alertam para a incerteza associada às projeções, já que se baseiam em modelos matemáticos e em inquéritos de atividade física declarada. Mantém-se a necessidade de considerar apenas mudanças de temperatura, sem outras variáveis.

A OMS já aponta que uma em cada três pessoas não atinge as recomendações de exercício semanal. O relatório sugeria a necessidade de políticas que promovam atividade física segura e acessível, especialmente em contextos de calor extremo.

Contexto e medidas recomendadas

O estudo recomenda ações para proteger a população, como urbanismo que reduza o calor, espaços climatizados para atividade física e orientações claras de segurança no calor. Sem estas medidas, a inatividade pode comprometer metas de saúde pública.

Os autores também destacam a urgência de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, fator central para mitigar o aquecimento global. O calor extremo é associado a riscos de saúde amplos, com impactos na vida e na economia.

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