- Portugal é o segundo exportador mundial de cannabis medicinal, mas apenas cerca de 1.000 doentes a utilizá-la.
- Observatório defende a comparticipação e o alargamento das indicações terapêuticas para chegar a cerca de 200 mil doentes.
- Infarmed remetEu a decisão sobre o tema ao Governo.
- A Somaí Pharmaceuticals conduz cultivo da planta e produção de medicamentos à base de canabinóides em Portugal.
- A notícia surge em contexto de avanços e dificuldades na utilização clínica da cannabis medicinal no país.
Portugal é o segundo exportador mundial de cannabis medicinal, mas apenas cerca de 1.000 doentes utilizam-na em terapêutica. A informação vem do observatório do setor, que chama a atenção para a desconexão entre a capacidade produtiva local e a procura clínica.
Para levar benefícios da planta a cerca de 200 mil doentes, o observatório defende a comparticipação nos tratamentos com canabinoides e o alargamento das indicações terapêuticas. A medida visa reduzir barreiras de acesso e custos para os utentes.
Infarmed apontou que a decisão depende de orientação governamental, não apresentando até ao momento alterações na política de financiamento. O organismo devolveu o tema ao Governo para definição de linha estratégica.
Contexto da produção
A Somaí Pharmaceuticals opera em Sintra o cultivo da planta e a produção de fármacos à base de canabinóides, integrando a cadeia de fornecimento nacional. A infraestrutura inclui instalações dedicadas à planta, processamento e fabrico de medicamentos.
Numa fábrica no Carregado, funcionários participam no processo de produção de produtos farmacêuticos com canabinoides, reforçando o papel de Portugal no cluster europeu de cannabis medicinal.
O setor tem atraído investimento privado, com empresas nacionais a avançar para licenças de cultivo, transformação e comercialização de medicamentos. Os restantes passos passam pela validação regulatória, ensaios clínicos e integração em planos terapêuticos públicos.
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