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Enfermeiros vão acompanhar grávidas de baixo risco em 12 ULS sem médico de família

Doze ULS criam equipas de enfermeiros especialistas para vigiar grávidas de baixo risco sem médico de família, aumentando acessibilidade e continuidade dos cuidados

As unidades locais de saúde de Loures-Odivelas do Alto Alentejo já têm equipas de enfermeiros especialistas a seguir grávidas de baixo risco
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O Ministério da Saúde aprovou a expansão de equipas de enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica (EESMO) para vigiar grávidas de baixo risco sem médico de família atribuível. A medida aplica-se a 12 Unidades Locais de Saúde (ULS) de Portugal, para ampliar o acesso e a continuidade de cuidados durante a gravidez e no pós-parto.

A decisão foi comunicada por despacho publicado no Diário da República, assinado pelo diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida. A comissão de acompanhamento ficará a cargo de definir o protocolo, indicadores e monitorização do projecto.

Contexto

As 12 ULS onde entram as equipas são Arrábida, Arco Ribeirinho, Almada-Seixal (com urgência regional de ginecologia/obstetrícia), Amadora/Sintra, Estuário do Tejo, Lisboa Ocidental, Loures-Odivelas, Oeste, São José, Santa Maria, Alto Alentejo e Algarve. Em duas ULS já funciona o modelo: Alto Alentejo e Loures-Odivelas.

Em Loures, já existe uma urgência regional de obstetrícia desde março, com espaço de saúde dedicado à Mulher e à Criança desde novembro de 2023. Até agora, foram acompanhadas 2068 grávidas, em 7266 consultas de vigilância.

Em Portalegre, o projecto Maternidade + Próxima iniciou em julho de 2024 e já soma 218 consultas de vigilância de grávidas de baixo risco até 21 de setembro de 2025. O objetivo é reforçar a acessibilidade e a equidade na vigilância da gravidez.

O despacho descreve que a primeira consulta de vigilância da gravidez deve ocorrer até às 9 semanas e 6 dias. Na ausência de médico de família disponível, o EESMO assume a avaliação inicial do risco da gravidez.

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