- A urgência regional de ginecologia do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, abre às 9h de segunda-feira e funciona 24 horas por dia, todos os dias.
- O objetivo é responder à falta de profissionais e aliviar os constrangimentos nos serviços de urgência desta especialidade na região da Península de Setúbal, onde também se prevê uma urgência regional de obstetrícia.
- A urgência de ginecologia e obstetrícia de Loures-Odivelas/Estuário do Tejo terá apoio perinatal diferenciado e será gerida por duas ULS: 80% pela ULS Loures/Odivelas e 20% pela ULS Estuário do Tejo.
- O Sindicato dos Médicos da Zona Sul alerta que o reforço da equipa é insuficiente, mencionando que médicos não podem ser obrigados a deslocarem-se entre hospitais para cobrir as urgências.
- Em Vila Franca de Xira, a urgência de obstetrícia pode encerrar, mas a maternidade mantém-se, com as restantes atividades no hospital.
A urgência regional de ginecologia abre na segunda-feira no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. Vai funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana, para responder à falta de profissionais de saúde. O objetivo é descompassar o atendimento.
A decisão, anunciada pelo Ministério da Saúde e pela DE-SNS, resulta de dificuldades na cobertura de escalas nas urgências de ginecologia e obstetrícia. O foco é reduzir constrangimentos nos serviços.
Segundo a DE-SNS, a urgência de ginecologia e obstetrícia de Loures-Odivelas/Estuário do Tejo passa a funcionar a partir das 9h de segunda-feira, com apoio perinatal diferenciado.
As equipas da ULS Loures/Odivelas ficam responsáveis por 80% da prestação contínua, enquanto a ULS Estuário do Tejo assegura os 20% restantes. O modelo concentra urgências numa unidade central, quando necessário.
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul aponta que o reforço é limitado, citando que apenas um enfermeiro poderá deslocar-se de Vila Franca de Xira para apoiar a nova urgência. A falta de médicos continua a ser a maior preocupação.
Apesar da mudança, o Hospital de Vila Franca de Xira manterá a urgência de obstetrícia encerrada, mas a maternidade ali continua a funcionar. Partos programados e consultas de ginecologia mantêm-se disponíveis.
A DE-SNS esclarece que a gestão de escalas será coordenada entre os diretores de serviço das ULS envolvidas, com avaliações semestrais ao funcionamento das urgências regionais.
A Federação Nacional dos Médicos alerta que o modelo pode abranger outras especialidades no futuro, aumentando a rede de urgências regionais pelo país. O Governo continua a acompanhar a implementação.
Entre na conversa da comunidade