- Em 2025, o Instituto de Apoio à Criança registou quase 3.500 pedidos de apoio em Portugal, principalmente relacionados com sofrimento psicológico, solidão, ideação suicida e pressão na escola.
- A maioria das solicitações chega de adolescentes entre 14 e 18 anos, com um aumento de pedidos via Whatsapp devido à vergonha de pedir ajuda aos pais.
- Também há um aumento de casos de comportamentos autolesivos, com crianças de 12 e 13 anos a serem observadas nessa realidade.
- Além da linha telefónica, o IAC recebe pedidos de apoio jurídico e de instituições parceiras, com foco em saúde emocional, violência, vulnerabilidade social e conflitos familiares.
- O instituto vai lançar uma nova forma de comunicação dirigida a crianças e jovens e criou um serviço de apoio psicológico online em situação de crise, especialmente na região centro afetada pela tempestade Kristin.
O Instituto de Apoio à Criança (IAC) registou em 2025 quase 3.500 pedidos de apoio em Portugal, sobretudo para adolescentes com sofrimento emocional, solidão e ideação suicida. Os pedidos chegam via linha telefónica e, cada vez mais, por WhatsApp, devido à vergonha de pedir ajuda aos pais.
Entre os menores, os 14 aos 18 anos são os principais utilizadores, com pedidos relacionados com pressão escolar, incertezas sobre escolhas profissionais no 9.º e 10.º ano, medo de rejeição social e situações de bullying. Os casos de stress relacionado com redes sociais têm também aumentado.
A instituição indica ainda um crescimento de comportamentos auto lesivos entre jovens cada vez mais novos, com ocorrências em crianças de 12 e 13 anos. Além da linha, há pedidos de apoio jurídico e de instituições parceiras, envolvendo saúde emocional, violência e vulnerabilidade familiar.
Novos serviços e resposta a crises
Em reação às necessidades crescentes, o IAC vai lançar este ano uma nova forma de comunicação direta com crianças e jovens, para promover participação e informação.
Paralelamente, o instituto criou um serviço de apoio psicológico online em situações de crise, em resposta à tempestade Kristin que atingiu o centro do país.
O presidente do IAC, Manuel Ataíde Coutinho, sublinha que toda criança tem direito a proteção e que uma infância roubada não se recupera. O instituto reforça o compromisso de investir em respostas ajustadas às necessidades das crianças e famílias.
Entre na conversa da comunidade