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Greve de profissionais de saúde por estacionamento gratuito no Hospital de Braga

Greve de profissionais de saúde no Hospital de Braga protesta estacionamento pago, com forte adesão e impacto em consultas e internamentos

Hospital de Braga
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  • Profissionais de saúde em greve no Hospital de Braga para exigir estacionamento gratuito, com forte adesão; apenas uma das 12 salas do bloco operatório permanece em funcionamento.
  • Custo anual do estacionamento para quem trabalha no hospital é de 612 euros; mensalmente, paga 51 euros nos parques cobertos e 36 euros nos descobertos, com aumentos recentes.
  • Reivindicação central é que a administração do hospital não paga o estacionamento; 25% do lucro do parque reverte para a Administração Central do Sistema de Saúde.
  • Greve convocada pelo Sindicato dos Médicos do Norte, Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos, Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte e Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica; houve manifestação à entrada do hospital.
  • O Hospital de Braga foi criado num PPP terminado em 2019; a gestão é pública, mas o estacionamento continua a cargo do parceiro privado.

Os profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga entraram esta sexta-feira em greve para exigir estacionamento gratuito no Hospital de Braga. A greve visa eliminar o custo anual de estacionamento para quem trabalha na unidade, considerado por quem protesta como um encargo excessivo.

A adesão, segundo Joana Bordalo e Sá, presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), é forte. O movimento envolve ainda o SITEU, SEP, STFPSN e STSS, com a administração da ULS a remeter números à tarde. Mantêm-se apenas uma das 12 salas do bloco operatório em funcionamento, com constrangimentos em consultas e internamentos.

Segundo o SMN, o custo anual estimado para quem trabalha no Hospital de Braga é de 612 euros, pago pelo utilizador, sem que a administração cubra o estacionamento. A administração da ULS não confirmou números de adesão à greve.

A greve ocorreu também junto à entrada do hospital, com participação de utentes. O hospital, construído em PPP, encerrou esse modelo em 2019, passando a gestão pública, mas o estacionamento permanece a cargo do parceiro privado.

Contexto e custos

Actualmente, a avença mensal para estacionar nos parques cobertos é de 51 euros, enquanto nos espaços descobertos fica em 36 euros. No ano passado houve subida de 2 euros; este ano o aumento foi de 1 euro, afetando trabalhadores e usuários.

A diretiva do movimento de greve sustenta que o custo do estacionamento excede o valor de muitos salários, sendo um fator relevante para quem trabalha no hospital. A Lusa recolheu declarações sobre o impacto financeiro para os profissionais e utentes, sem indicar números de adesão finais.

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